Estou com problemas para postar no blog..
por isso to continuando a fic no link abaixo...
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39495260
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Capítulo 1
Estava sozinha no amplo apartamento ,que comprara no ultimo mês , estudando o texto do seu próximo espetáculo qual ficaria duas semanas em cartaz. Era uma peça com texto simples qual uma antiga amiga ,da qual a muito não ouvia falar lhe fizera e mandara pelo correio. Fora essa mesma amiga que lhe sugerira o nome artístico que usava ,.Mas , a Liliane Alves de outrora já não existia. E Lilith Polaine já não tinha tempo para recordar o passado.
Nos últimos dias sequer tinha tido tempo para descansar. Eram os dias no teatro ensaiando exaustivamente e as noites perambulando de um lado a outro com folhas de papel na mão. Estava exausta .Aquela devia ser sua terceira noite consecutiva sem dormir direito. Se mantinha desperta a custo de muita cafeína ,. Mas , ao menos as noites mal-dormidas vinham sendo bem recompensadas era o que pensava. Devia estar na sua terceira xícara de café naquela manhã quando o telefone tocou:
— Senhorita Polaine!?
— Bom dia! – disse entre bocejos.
— Um empresário inglês quer marcar hora com a senhorita.
— Inglês!?
— Exato!Ele disse que quer fazer uma proposta.
Oh ,Deus!Inglaterra!Há quanto tempo não pensava na velha terra da rainha. Aquele telefonema parecia fazer voltar a sua mente todo o seu passado não muito distante daquela manhã , no qual planejava, mesmo que muitas vezes brincando, ir para a Inglaterra para a velha Londres. Com garotas que jamais voltou a ver.
Sentia falta desse tempo . Talvez se ele propusesse um trabalho em solo inglês ...Quem sabe não era uma boa hora para pisar em Londres.
— Marque o primeiro horário disponível. – disse tomava por uma carga de entusiasmo e ansiedade.
Somente não contou que maior que sua ansiedade vinha sendo sua fama , e com isso o encontro foi marcado em longo prazo.
Somente uma semana depois do telefonma pode encontrá-lo. Marcaram ali mesmo no teatro .Ele como todo bom inglês chegaram pontualmente as nove como o combinado. Era alto , calvo e tinha um semblante indiscutivelmente inexpressivo.
Era com brilho no olhar que admirou a jovem atriz terminar seus ensaios noturnos.
— Estava fabulosa! – disse num português carregado de sotaque.
— Desculpe não ser numa locação melhor e eu não estar vestida adequadamente mas, o trabalho me obriga. – desculpou-se enquanto vestia a casaca.
—Tudo bem eu gosto disso.
— Melhor! – afirmou risonha — Porém não viemos aqui para falar disso e sim de negócios.
—Sim! Sim!Negócios...
Chamava-se Willian Becker e era um grande empresário de uma boutique londrina. Pretendia criar um catalogo de sua grife ,mas precisava de um rosto novo ,um rosto diferente mas que também fosse marcante .E fora daí que surgira a idéia de chamá-la . Contou que estava de férias com a família no Rio de Janeiro quando a viu em cena e que não teve duvida de que ela seria a pessoa certa .
— Só tenho dois problemas. - disse Becker — Primeiro se acaso você aceitar preciso que você venha pra Londres comigo. E o segundo você terá de dividir os flashs com um homem.
— Pois eu não vejo problema. Contanto que eu possa partir depois do fim de semana.. – disse com semblante sério.
Despediram-se e na manhã seguinte estavam num hotel assinando o contrato que a levaria a Londres.
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Capítulo 10
Acatou o pedido sem sequer retrucar e até mesmo quando tentou arranjar uma desculpa para partir ,bastou um simples “Você não precisa ir ,se não quiser!” para que permanecesse. Realmente não queria ir embora e sentia-se lisonjeada por ele demandar com tanto ímpeto sua permanência ali. O motivo alegado por ele era simplesmente o fato de que havia gostado da companhia da moça ,como há muito tempo não gostara de nenhuma outra. Uma repórter de verdade nem mesmo assim permaneceria nos aposentos do músico ,mas ela não era uma repórter de fato e assim sendo não precisava pensar ou agir como uma.
Alex avisou-lhe que teria que se retirar dos aposentos por indeterminado tempo , mas que regressaria logo. Enquanto o cantor se ausentava a estudante de direito ficou inerte diante da varanda , deslumbrada com a fascinante lua que contemplava a velha Londres com olhos apaixonados. A Londres que avistara agora ,não se parecia nem de longe com a triste e sôfrega Londres da noite anterior.
O estampido da porta ao fechar-se fez com que sua atenção se focasse apenas no presente , deixando todo o passado de lado. Alex chegou ao seu encalce antes mesmo que pudesse virar-se completamente . O inglês trazia em mãos duas taças e um legítimo Valpolicella . Com um sorriso sobre os lábios ,ofereceu-lhe uma das taças sem nada dizer e tão silenciosa quanto Alex a jovem estendeu a mão para que segurar a taça.
— Quero propor um brinde – disse Kapranos ao terminar de encher as taças — Um brinde a falsa repórter mais competente que eu já conheci. – disse dando ênfase á palavra “falsa” ao pronunciá-la.
— Falsa!? – indagou tentando soar mais indignada possível .
— Você não pensou que tinha me enganado .Pensou?!? Eu conheço muita gente desse meio . Não precisei de cinco minutos pra notar que você sequer era uma assistente como tentou me fazer acreditar. – disse Alex que apesar do tom acusativo na voz tinha uma calma deslumbrante refletida no olhar. — Se eu não te coloquei pra fora daqui foi por duas razões. A primeira que eu fico admirado e curioso com sua astúcia , e a outra porque como eu já disse antes sua companhia me agrada como nenhuma outra. E bastaram-me esses cinco minutos pra que eu tivesse noção disso.
Não soube o que dizer .Na verdade sabia que não havia nada a dizer. Estava sentindo-se envergonhada .. Conseguiu apenas dar as costas a Kapranos e voltar-se outra vez para a lua. Já não a olhava com os olhos deslumbrados .Emitia sobre ela agora ,um olhar desesperado . Como quem clama por um perdão ou por um milagre que pudesse livrá-la de uma punição imediata.
— Eu não estou bravo com você! – sussurrou Alex afastando o cabelo da menina para que pudesse aproximar-se mais do ouvido dessa.— Ainda gosto da sua companhia.
Era incrível como apenas o soar daquela voz a fazia calar com tanta facilidade.
Deixou se reter nos braços do galante inglês ,e logo se viu bailando vagarosamente ao som de “Darts of Pleasure” que tinha os versos soprados ao pé do ouvido da jovem. Cada verso parecia tão adocicado quanto o Valpolicella , e o calor daqueles lábios cálidos a cada sussurro inebriavam seus sentidos. Resistiu o quanto pode as tentativas dele de chegar aos seus lábios , porém o coração não demorou a render-se a àquela paixão fantástica .E uma vez que o coração se rende qualquer tentativa do corpo em resistir se torna inútil.
Podia detalhar minuciosamente o momento em que deixou os lábios escorregarem pelo rosto dele , lhe buscando os lábios e ansiando ser correspondida de imediato. Foi assim correspondida. Sem nenhuma demora bastou que deixasse seus lábios chegarem ao destino pretendido que esse pareceu estar a sua espera.
Os lábios dele eram fervidos , doces e embriagantes . Não conseguia raciocinar enquanto ali estava . Sequer notou que seus dedos desciam pelo blazer dele desabotoando-o com rapidez .E que já se desfazia de seus próprios trajes. Quando deu por si já se encontrava na cama , acompanhada por Alex e por uma taça de vinho.
Tudo era diferente dos momentos que costumava ter ao lado de Micha. Se o alemão era dominador , decidido e capaz de arrancar suspiros com um simples olhar .O inglês por sua vez bastava que pronunciasse uma palavra ,por menor que fosse , para fazê-la baixar a guarda. Parecia profundo conhecedor da arte da conquista , talvez não fosse tão belo e atrativo quanto o jogador. Mas, era envolvente , gracioso ,galante e sofisticado como o Valpolicella que enrubescia o lençol ao misturar-se com o suor que se esvaia de seus poros.
Depois de tudo o que passara a noite ao lado do inglês parecia sua gratificação por não ter enlouquecido. Era a mais perfeita das noites. Tão perfeita que durante toda noite os problemas se dissiparam da sua mente e toda dor e mágoa de seu coração pareceu nunca ter existido. Era como se não existisse nada naquele mundo além do o quarto que os abrigava e da lua que esteve na varanda durante toda à noite , como se o mundo tivesse parado de girar para reter e eternizar cada segundo ali vivido.
O dia não tardou a amanhecer e a aurora ainda coloria o céu aguardando a chegada do sol ,quando Ivinna despertou. Ao seu lado envolvido no lençol enrubescido pelo vinho e ainda úmido de suor estava Alex Kapranos. Sentiu o coração fraquejar ao notar que não se tratava de um sonho .Tudo aquilo havia de certo acontecido.
Não quis acordá-lo !Deu-lhe um beijo sobre os lábios e desceu da cama na ponta dos pés, seguindo direto ao banheiro.
Estava feliz e nunca na vida sentiu-se tão disposta como naquela manhã.
Porém , bastou submergir nas águas da banheira ,para que viesse a tona à realidade que por uma noite tivera o prazer de esquecer. Era como se perdesse qualquer ligação com a vida real enquanto via passar diante dos seus olhos toda sua vida. Assim como diziam que se via ao morrer. Mas, não estava morrendo .Estava mais via do que nunca.
Enquanto esteve imersa passaram na sua mente lembranças boas e ruins, passaram as que a entristeciam e as que a faziam feliz. Mas, assim que emergiu e voltou a si. Nenhuma teve mais força do que ,a que lhe fazia regressar ao dia em que pisara em Stamford Bridge pela primeira vez .Na santa noite em que esteve preste a morrer nos braços do alemão. Na qual diziam os mais românticos o amor dele lhe impediu de partir de vez. Numa noite tão mágica como a que tivera com Kapranos. Mas, que ainda sim tinha um peso maior .Pois, era carregada de amor.
Deu-se conta então que era hora de partir. Kapranos podia ser incrível ,como fosse. Mas, não era á ele que pertencia seu coração. Não era pelo amor dele que ansiava toda a manhã. E mesmo que Ballack a tivesse enganado ,era a ele que amava. E apesar da traição sabia que esse amor era recíproco. Pois como diriam os mais românticos ele lhe devolvera a vida.
Estava pronta para partir quando pela ultima vez Alex Kapranos cruzou o seu caminho ,disposto a fazê-la ficar.
— Você não precisa ir se não quiser! – frisou encostando-se no batente da porta .
— Preciso ,sim! –garantiu cedendo um prolongado e inesquecível beijo de adeus.
Estava dentro do elevador quando ainda pode ouvi-lo indagar se voltariam a se ver. Não o respondeu apenas sorriu! Sabia que aquela história não acabaria ali. Mas, aquela era a hora de voltar para casa levando apenas lembranças.
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Capítulo 09
Acordou numa cama de hotel , a noite havia sido longa .Podia-se dizer recuperada dos últimos acontecimentos. Levantou-se ,tomou um banho e foi a loja de roupas mais próxima .Pois, devia estar bem trajada ao anoitecer , mas não queria voltar a por os pés na sua “ex” casa tão cedo.
Não visitou as amigas naquele dia e passou o dia inteiro com o celular desligado. Apesar de já estar recuperada ,ainda precisava ficar sozinha.
O dia passou tão rápido que quando deu por si já era hora de ir ao hotel fazer a tal da entrevista. Enquanto estava a caminho do hotel pensou em desistir por diversas vezes. Porém quando se deu conta já estava na recepção do hotel onde Alex se encontrava hospedado , e onde entrevistaria o músico após um rápido jantar no restaurante ali mesmo localizado.
Ficou por horas aguardando a assessora de imprensa do cantor , e já estava preste a partir sem avisar quando esta retornou :
— Senhorita Nunes! –chamou .
— Pois ,não!?
— O senhor Kapranos se sente um tanto indisposto e não poderá descer para jantar com a senhorita. – avisou — Por isso ele pediu-me para buscá-la.
O semblante da cearense tomou um ar atônito como quem se pergunta “Você tem certeza?Me levar lá pra cima?” .
— Não faça essa cara! Ele prometeu uma entrevista ,ele dará essa entrevista. – garantiu puxando-a pelo braço.
— Talvez seja melhor em um dia em que ele esteja mais disposto. – disse Ivinna sentindo-se insegura para seguir adiante.
— Ele vai embora amanhã à tarde! Se você quer essa entrevista tem de ser hoje.
Não teria uma chance amanhã .Por isso tentou disfarçar o nervosismo e seguiu a mulher . O elevador parou em um corredor repleto de portas , a mulher sinalizou com a cabeça para a ultima da esquerda que ficava à alguns passos do elevador.
— Você não vem!?
— Não! A entrevista prometida é exclusiva e a minha presença não mais faria dela do que uma entrevista qualquer. – respondeu a mulher com uma seriedade assombrosa.
Seguiu em passos inseguros , as pernas pareciam teimar em obedecer e por diversas vezes se estremeciam. Aonde havia se metido? Como faria uma coisa que não tinha capacitação alguma pra fazer. Parou diante da porta e deu três vagarosas batidas .Logo em seguida um sonoro “Entre!” pode se ouvir ecoando de dentro da suíte. Olhou para a assessora que ainda a observava com um olhar desconfiado, respirou fundo e abriu vagarosamente a porta.
Não soube dizer como conseguiu se manter de pé ,quando se viu diante dele , que aguardava sentada em uma poltrona que ficava ao centro do quarto e que pode avistar assim que desviou os olhos para sua esquerda. Não precisou mais do que uma troca de olhares rápida para que se senti o coração disparar e desviasse os olhos para frente ,ficando paralisada na posição de “sentido”. Não conseguiu dizer nada e sequer balbuciar um rápido “Boa Noite!” como esteve ensaiando no decorrer da tarde. Enquanto esteve ali inerte apenas conseguiu ouvi-lo soltar uma breve gargalhada e ver seu vulto erguer-se, o que voltou a acelerar seus batimentos.
— Entre senhorita Nunes! Sinta-se a vontade. – ordenou o mais simpaticamente possível.
— Oh ,sim me desculpe ! – respondeu rápido assim que voltou à si.
Não teve tanta dificuldade com a entrevista como havia imaginado ,talvez a simpatia com que ele lhe respondia todas as perguntas tivesse sido primordial para que não fosse dominada pelo nervosismo que pulsava nas suas veias. Ele agiu de forma tão espontânea que em nenhum momento pareceu estar sofrendo de indisposição alguma.
O tempo passou rápido ,tanto que antes que pudesse notar já havia terminado seu trabalho ali e não havia conseguido muito de Kapranos além de algumas respostas sobre coisas que já sabia. Mas, o que mais podia querer!? Ele era um astro da música. Ela uma estudante de direito ,que se fazia passar por assistente de uma amiga que sequer se formara em Jornalismo, e que ninguém como conseguira colocá-la ali naquela noite.
Despediu-se rapidamente de Alex ,agradeceu com a maior ternura do mundo e sentiu o coração saltar pelos lábios quando deu um abraço que apesar da rapidez com que foi concedido pareceu durar uma eternidade na sua mente sonhadora.
Abria a porta do quarto quando pode ouvir a voz inebriante de Alex Kapranos
—Senhorita Nunes pode ficar aqui mais um pouco? – pediu sem hesitar.
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Capítulo 08
Pronto teria de voltar pra casa contra a própria vontade ,pois não queria passar a noite de vela na casa de ninguém. Não tinha problema subiria as escadas e certamente Micha já estaria dormindo .Poderia deitar ,dormir e despertar no outro dia sem que ele sequer notasse sua presença e assim faria.
Entrou na casa na ponta do pé e percebeu que não havia ninguém por ali. Na mesa ainda bagunçada pelo jantar dois pratos sujos mostravam que Ballack recebera visita.
Lavou os pratos e arrumou a cozinha .Ele devia estar dormindo realmente porque já começava a madrugar e não havia nenhum sinal de sua chegada. Subiu as escadas ,disposta a tomar um banho e descansar a cabeça. O dia não havia sido nada fácil. Conseguiu em um só dia dar um tempo em seu relacionamento ,salvar Londres de um atentado e ainda assumir um compromisso que acreditava que não devia ter assumido.
Estava a poucos passos do quarto quando pode ouvir uma risada vinda dos seus aposentos. Era risada de mulher pode perceber. E uma risada de mulher vinda daquele quarto em uma situação normal só seria ou a dela mesma ou de Marion. Mas, não pertencia a nenhuma das duas .Já que ela estava ali e Marion estava bem longe no Brasil.
Diminuiu os passos e esforçou-se para que sequer a respiração fizesse algum barulho. Por sorte ou azar ,não soube ao certo definir , a porta do quarto estava entreaberta. O que não significaria muita coisa se à dois dias atrás não tivesse mudado a cama deles de lugar. Graças a essa mudança tinha uma visão ampla da cama , e pode ver nitidamente uma garota loura ,de pele alva debruçada sobre o corpo de Micha. Enquanto esse apenas coberto por um fino lençol branco acariciava o cabelo da jovem.
Recusava-se a acreditar no que os seus olhos lhe mostravam. Outra em sua cama. Não podia ser verdade. Era absurdo! Sentiu uma imensa vontade de entrar no quarto e sair arrastando a garota pelos cabelos , vontade de dizer para Ballack que ele não era ninguém parar fazer aquilo com ela , que ele era um lixo e que o tempo agora seria definitivo. Mas, não passou de vontade. Logo se recompôs e saiu da casa da mesma forma com a qual entrou , sem emitir nenhum barulho e sem derramar nenhuma lágrima.
Somente quando se viu sozinha dentro do carro que se deixou desabar. Sentia a alma se esvair nas lágrimas que corriam pelo seu rosto. Tinha vontade de morrer , vontade de matar. Mas, novamente era apenas vontade. Ligou o carro e,pisou fundo no acelerador e seguiu dirigindo por uma Londres que naquela noite parecia mais fria e triste do que nunca.
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Capítulo 07
Ivinna e Talyta estavam não sala quando ouviram um grito vir da cozinha , se levantaram rápido e correram para o cômodo onde Liza e Tammy se diziam preparar um lanche . A primeira coisa que viram ao entrar na cozinha foi Tammy com um pano encharcado de sangue enrolado na mão e Liza pegando uma maleta de primeiros socorros. Ficaram inertes por um tempo.
— Dá pra tirarem essa cara de bobas ,daí!? É só um corte. E não dói nada pelo menos não até agora. Além do mais eu ainda tenho minha mão. – afirmou sorrindo.— Droga! A nossa entrevista foi pro saco Ivi ! –lamentou-se.
O corte por onde o sangue esvaia era profundo mas, a jovem recusou-se a ir ao médico de imediato e por isso improvisaram um rápido curativo. Estavam na cozinha limpando o sangue sobre o piso ,quando pela quarta vez no dia alguém diferente bateu à porta. Liza largou o esfregão e disse que ela mesma atenderia deixando as outras na cozinha.
Ao abrir a porta não para sua surpresa enfim era Joe Cole que retornava. Não se cumprimentaram com um oi casual ,pois ao avistá-la ele passou os braços pela sua cintura e inclinou-se para beijá-la. E só não a beijou nos lábios porque Liza virou rapidamente o rosto e pigarreou baixinho , inclinando a cabeça na direção da cozinha.
— Veio buscar o casaco? – indagou erguendo a voz para que as outras lhe ouvissem.
—O casaco? Ah!É vim buscá-lo, sim. – gaguejou Joey ,erguendo os olhos na direção da cozinha de onde Ivi e Tally os observava , e soltando a cintura da jovem de imediato.
As garotas saíram aos poucos da cozinha ,exceto por Tammy que se encontrava ocupada falando ao telefone.
— Tammy! –berrou Talyta — Vamos ao médico, garota!
— Tudo certo ,então!? Muito obrigada! – despediu-se ela rapidamente desligando o telefone.
Tinham o pretexto perfeito para partirem e deixarem Li e seu visitante a sós. Não queriam bancar o candelabro ,além do mais já era tarde. E se Ivinna não tinha para quem voltar, Tally e Tammy ainda tinham seus esposos. Despediram-se e enquanto Tally seguiu sozinha , Tammy ,que se recusava a tomar vergonha na cara e tirar uma habilitação , foi de carona com Ivinna.
— Ivinha!Esqueci de te contar uma coisa. – disse a jovem. — Ainda temos entrevista minha assistente vai fazer .
— Mas, você não tem assistente!
— Tenho ,SIM! E ela se chama Ivinna Nunes. – afirmou sorridente .
— Eu não vou fazer isso! – disse freando o carro.
— Mas, você sabe que eu não posso. – alegou Tammy entristecendo o semblante. — Faz esse favor pra mim.
— Eu vou pensar! – prometeu voltando a ligar o carro.
Seguiram em silêncio até a porta da casa de Tammy .
— Enquanto você pensa .Eu vou-
— Tudo bem eu aceito! – interrompeu Ivinna.
— Sabia que você ia aceitar,.Best já disse que eu te amo!? - indagou abraçando a amiga — Aqui ta o endereço. –disse jogando um papel no banco do carro enquanto saia. — O resto que você precisa está lá atrás.
Ivinna olhou para o banco de trás onde a amiga deixara um pequeno gravador e um bloco de notas , além de uma credencial que a autorizava ter contato com o cantor.
— Ah!E aproveite o máximo que puder dessa entrevista. Afinal serão apenas vocês dois. Vocês dois e mais ninguém. – afirmou sorrindo.
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Capítulo 06
A segunda coisa a fazer foi ir ao apartamento de Liza, que era o único lugar que conseguia pensar para passar aquela noite. Esperava que a amiga aceitasse acolhê-la por aquela noite. Pois, ia ser difícil conseguir locar um apartamento ainda naquela tarde e também não queria adormecer num hotel . Se Ballack queria um tempo ,ela tinha de mostrar que o tempo podia ser definitivo. E pra conseguir isso tinha que promover uma grande mudança , algo que impressionasse, que o assustasse.
Não precisou sequer bater na porta de Liza ,para saber que ela estava em casa .O som alto já denunciava sua presença. Difícil seria apenas fazer-se escutar ao bater na porta. Porém ,para seu espanto mal havia terminado de bater quando o trinco da porta baixou e a porta abriu-se num repente. Não fora Liza quem atendera a porta pelo contrário quem saia da casa era o jovem Joe Cole ,que abriu um sorriso tímido ao vê-la .
Cumprimentaram-se rápido e o rapaz seguiu pelo corredor cantarolando algo enquanto brincava com a chave do carro. Com a porta aberta diante de si , Ivinna só bateu nela mais uma ou duas vezes, antes de resolver entrar. Entrou em passos lentos e poderia ter pegado um susto em Liza se essa já não a observasse da porta da pequena cozinha quando a avistou.
— E então ,dona Lizoca! Recebendo visitinhas no apartamento? – indagou com ar malicioso.
— Do que você está...- só depois de um certo tempo que notou as insinuações da amiga. — Ah!Ta falando do Joey!? É só visita mesmo ,ele vem aqui me ver vez ou outra. Ele tem sido um grande amigo pensa até em me chamar pra ser madrinha de casório dele.
— E você vai aceitar?
— E porque não? – indagou enquanto erguia os olhos pro teto.
— Porque nós sabemos muito bem, que a senhorita sempre teve um tombo por ele.
— Que seja! Isso não importa!- disse fazendo pouco saco dos próprios sentimentos.— Quer saber cansei de música! – afirmou desligando o som . — Vamos ver TV quem sabe assim você tira essas besteiras da cabeça.
Mal haviam ligado a TV ,quando um plantão anunciou a descoberta de uma bomba localizada no palco da Arena 02.Ivinna não podia mostrar-se feliz com o cancelamento seria estranho demais que não se se mostrasse cabisbaixa com tudo. As únicas palavras que pronunciou depois do plantão ,enquanto Lizaa boquiaberta não sabia o que dizer foi um . “Trágico isso!” e depois se calou. O silêncio pairou na sala quando alguém bateu á porta.
— Deve ser Joey!Ele esqueceu o casaco!
— Uiaaaa!Esqueceu onde? Na sua cama? – cassou a cearense.
— Ivi! – o tom de voz da piauiense foi dos mais repreensivos.
Abriu a porta irritada mas, disfarçou assim que notou que era Tally do outro lado.
—Vocês viram que coisa horrível passou na TV? – disse tirando a bolsa e colocando-a no sofá. — Quem diria um ataque terrorista na Arena 02? E no show do Franz Ferdinand! Nunca imaginei uma coisa dessas.
— Pelo menos o show ia ser um estouro! – disse Liza aos risos — Oun desculpa Ivi!
Ivinna respondeu com um sorriso daqueles que dizem “agora já foi.” Havia até mesmo se esquecido do que a levara até ali. Sentia um alívio intenso com o cancelamento do show , e quase não conseguiu disfarçar quando Tammy ligou lamentando tudo aquilo e dizendo que daria um jeito em tudo. Dar um jeito ! Graças a Deus isso era impossível. Já não teria show. Apesar de saber que a jovem às vezes não metia as conseqüências ,mas não deu muita trela e permaneceu com as garotas.
O dia já começava a anoitecer quando mais uma vez bateram a porta do apartamento de Liza.
— Deve ser o Joey pra buscar o casaco. Querem ver!?
— Buscar o casaco ou deixar o restante da roupa? – indagou Ivi enquanto a porta se abria.
— Ivi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! –gritou a pequena guria saltitando.
— Oi ,pra você também Tammy! – cumprimentou Talyta.
— Eu consegui....Adivinha ,adivinha, adivinha! Uma entrevista exclusiva com Alex Kapranos! E é claro que eu vou te trazer um autógrafo ,uma foto e tudo o que eu puder. – afirmou jogando-se no sofá. — Isso!Se eu não resolver te levar comigo. – foi enfática ao pronunciar a ultima frase.
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Capítulo 05
Demorou a levantar-se não podia acreditar que tudo não havia passado de um pesadelo. Um pesadelo terrível diga-se de passagem. Devia impedir até mesmo que aquilo tivesse chance de acontecer. Mas, como? Era a questão principal. Ainda tinha o tal do tempo. Droga!Era coisa demais pra sua cabeça.
Sabia que a forma mais fácil de poupar todas aquelas vidas era arranjar um jeito de cancelar o show. Mas, seria abrir mão de algo pelo que esperava a séculos. Abrir mão da chance de ver Alex nem que fosse à quilômetros de distância. Mas, realizar seu sonho podia custar diversas vidas dentre as quais a de uma amiga. Além disso poderia ver Alex em muitas outras oportunidades.
Agora que tinha em mente que o certo a fazer era dar fim ao show precisava saber como fazê-lo.Só tinha uma alternativa ligar para um disk denuncia e torcer para que alguém acreditasse nela.
Não podia telefonar de casa por isso pegou o carro e dirigiu para a cabine telefônica mais próxima.Ainda ficou na dúvida enquanto discava e já estava cancelando a ligação quando foi atendida.
— Alô!- soou a voz do outro lado da linha.
— A..Alô! – respondeu sussurrando.
— Alô!!!!!
— Alô , eu tenho uma denúncia. – sussurrou tentando evitar que alguém ouvisse.
— Presumo que tenha realmente tendo em conta o número para o qual ligou. - foi categórica.
Ficou revoltada e teve de segurar-se para não responder de forma grosseira.
— Essa noite vai haver um atentado na 02 Arena durante o show do Franz Ferdinand.
— Isso é uma ameaça? – indagou de forma indelicada.
— Não ,não é uma ameaça. Mas, tem uma bomba lá. Então tome uma atitude já! – pressionou. — A partir de agora milhares de vidas estão em suas mãos.
Desligou o telefone tirando parte daquele peso das costas. Havia feito a sua parte e agora só faltava torcer para ter sido convincente o suficiente para alguém verificar o local.
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Capítulo 04
Abriu os olhos e tinha em mãos novamente a credencial e pode ouvir outra vez tocar do alto do palco ‘‘Eleanor put your boots on” Agora entendia fora tudo uma peça rápida que sua mente lhe pregara ,que devia ter durado não mais que segundos mas, que pareciam eternos na sua fantasia.
— Eu sei que é falso ,Ivi! –afirmou Tamiris ao notar a demora da amiga.— Enquanto você pensa .Eu vou ,na frente, acertar umas coisinhas.
Bastou ouvir essas palavras pela segunda vez que esteve certa de que tudo o que “sonhara” estava para acontecer e se acaso foi avisada era porque devia impedir.
— Não! –gritou enquanto tentava segurar mão da jovenzinha!
Mas, foi inútil pois não conseguiu segurá-la para retê-la e viu a vida da jovem escapar-lhe quase que por entre os dedos. Com um ultimo sorriso dócil e um adeus tão camuflado que necessitou ser lido dos lábios para ser compreendido. Tentou ainda segui-la mas, era tarde a explosão ,o hospital a noticia final tudo passou diante dos seus olhos como um raio e sentiu-se a pior amiga que alguém podia ter.
Acordou com um forte estrondo era o despertador que mais uma vez caia no chão aquela manhã.
Ficou deitada até ver Ballack entrar no quarto.
—Ivinna ,querida!Eu preciso de um tempo. – disse sem ao menos cumprimentá-la
— Tudo bem,Ballack! Hoje mesmo eu vou atrás de um lugar pra mim! – afirmou ao se dar conta de que tudo não passara de um sonho e que aquela era sua chance de fazer tudo diferente
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Capítulo 03
Acordou em um quarto de hospital ,ligada a um soro e com uma máscara de oxigênio sobre o rosto. Sentia o corpo todo dolorido .Devia ser pelos encontrões que deu nas outras pessoas que abandonaram o local desesperadamente.
— Bom dia! – cumprimentou uma jovem médica assim que à avistou abrir os olhos — Você tem visitas.
Ivinna não disse nada apenas olhou-a aflita o que a fez disparar:
— Aliás, senhorita Nunes ,já pode livrar-se da máscara. Só evite falar em demasia – advertiu a médica.
Surgiram então diante do seu leito Talita Terry e Liza com semblantes levemente preocupados mas, encobertos por sorrisos.
— Que jeito de terminar a noite perfeita de vocês. –disse Talita sorrindo.
— A noite foi tão boa que ambas terminaram de cama. Eta !Ressaca! – brincou Liza tentando cortar o clima pesado que o hospital providenciava.
— E estou ótima! –alegou Ivinna sentando-se na cama.
— Acredito que ao menos esteja melhor que a Tamm!
— Por quê? O que houve com ela? - indagou assustada.
Talyta e Liza se entreolharam em silêncio. Era estranho já que o estado de saúde da caiçara era incerto. Então Tally tomou coragem e passou a relatar tudo o que sabia.
—Pelo que o Cech nos disse ,parece que ela estava próxima do palco na hora da explosão e perdeu a consciência na mesma hora. E se os bombeiros chegassem um pouco mais tarde ela teria morrido asfixiada pela fumaça.
— E como ela está agora?
— Na U.T.I. Ela ta respirando com a ajuda de aparelhos e sofreu umas fraturas e umas queimaduras. – explicava Talyta enquanto os olho enchiam de lágrimas.— Mas, pelo menos ela não ta mais encubada e já ta consciente. Porque quando resgataram-na estava tão mal que todo mundo pensou que ela não ia conseguir sobreviver. – prosseguia a jovem Sr.Terry enquanto chorava compulsivamente. — Dizem que ela nasceu de novo!
— Pobre Tamm! –foi tudo o que disse Liza baixando os olhos.
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A cearense de personalidade forte e diversas vezes inabalável passou o resto do dia ,preocupada. Sentia-se parcialmente culpada. Devia tê-la impedido de seguir sozinha para o palco. Devia ter impedido toda aquela loucura. Se ao menos pudesse ir a U.T.I. mas, era inútil.
Além da preocupação lhe assombrava a ausência de Micha. Apesar do tempo que haviam dado ,não era da natureza dele não se preocupar. O atentado devia ter sido manchete em todos os jornais era impossível ele não saber o que acontecera. A não ser que ele não tivesse visto o bilhete em cima da geladeira. Afinal sempre que chegava da tal campanha seguia direto para o quarto.
A ultima pessoa com quem falou antes de ser domada pelo sono ,foi uma enfermeira alta e esmilingüida responsável por trocar o seu soro.
— Senhorita Nunes! Alex Kapranos ligou e nos pediu que avisasse que amanhã irá via até aqui vê-la.
— Alex? Visitar-me? Como assim?
— Oras! Você não é a assistente de produção? – indagou mostrando a falsa credencial.
Foram essas as ultimas imagens e palavras que lhe alcançaram antes que adormecesse. Teve um sonho rápido àquela noite. Sonhou que conseguia ir a U.T.I . visitar Tammy que apesar de cercada por aparelhos parecia bem e estava sentada na cama. No sonho ainda contava á garota sobre a confusão que a falsa credencial causara.
E comum sorriso aflito no olhar a jovenzinha apenas afirmara.
— Ao menos essa tragédia nos serviu de alguma coisa.
Acordou com o marido segurando sua mão e lhe encarando com a cara mais piedosa do mundo. O alemão parecia engasgado com algo e por muito tempo evitou fitá-la nos olhos ou dizer-lhe alguma coisa. E assim que soaram as primeiras palavras de seus lábios essas não foram juras de amor e nem mesmo lamentações pela internação e sim o que tinha de ser dito inevitavelmente.
— A Tammy... – iniciou soprando o ar olhando para o teto enquanto fazia uma pausa — Ela não conseguiu resistir!
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Capítulo 02
Assim que chegaram a 02 Arena encontraram na completamente lotada. E tiveram certeza que assim que tivesse inicio o espetáculo aquilo se tornaria um verdadeiro inferninho. O que não era pra menos já que o show seria usado para a gravação de um dvd e seria transmitido até mesmo por algumas emissoras de T.V. E assim foi! Bastou que Alex Kapranos e o restante do grupo pisassem no palco pra que a balburdia começasse. Era um inferno regado à música, gritos e suor.
Estavam distante do palco ,mas apesar da pouca estatura de ambas era como se por milagre tivessem olhos além do que podiam ter. Pois, juravam enxergar o palco nitidamente. E apesar da multidão inquieta que chegava até mesmo incomodar. A noite seguia perfeita como Ivinna imaginava e por momento algum ela lembrou-se dos problemas que deixara em casa.
O show não estava muito longe de acabar e soava no ar a introdução de “Eleanor put your boots on” quando Ivinna sentiu sendo puxada pelo braço.
— É agora! –disse Tammy fazendo a voz se sobressair dos milhares de outros que não paravam de gritar.
— Agora o que?
— A minha surpresa pra você. – afirmou meigamente — Pega e vai lá pro camarim.
Ivinna pegou pequeno crachá que Tammy lhe estendia crente de que não passava de alguma brincadeira boba da garota. E abismou-se ao ler o que levava seus dados.
— Assistente de produção? Eu não sou Assistente de produção. – afirmou ao ler a falsa credencial que lhe daria acesso aos camarins.
— Eu sei. É por isso que ele é falso! – justificou a jovem da forma mais descarada do mundo.
— Eu não vou fazer isso. Isso é errado! – retrucou Ivi erguendo a cabeça.
— E quem falou que é certo!? Enquanto você pensa .Eu vou, na frente ,acertar umas coisinhas. – disse despedindo-se e caminhando pela multidão.
Deixou que ela partisse sozinha e se viu novamente com os olhos presos à falsa credencial. Era loucura fazer uma coisa daquelas. Aonde já se vira uma idéia tola dessas? Por Deus só podia vir de uma cabeça desmiolada como aquela. Mas, não repreendia de todo a idéia. Até mesmo achava graça daquilo. E mesmo que seu lado racional reluta-se sua mente ainda estudava a hipótese de se fazer passar pelo que não era só para conhecer o vocalista .
Só tirou os olhos do papel quando um forte estrondo seguido de gritos apavorados a deixou alerta e fez com que erguer a cabeça com os olhos atentos. Levou um grande susto ao deparar-se com uma imensa nuvem de fumaça que parecia engolir as proximidades do palco e o fogo que se expandia. Não correu apavorada como os outros faziam .Pelo contrário ficou atônita e a primeira coisa que tentou fazer foi ligar para Micha. Pois, se algo acontecesse era preciso que ele tenha conhecimento de onde ela se encontrava. Foi inútil por todos os minutos em que conseguiu esperar não houve sequer um sinal de resposta.
Logo foi tomada por um acesso de tosse , a fumaça se impregnava em seus pulmões e seus olhos ardiam ,assim como a sua garganta. Resolveu então fazer como os outros e correr para a saída .O corpo conseguiu resistir até o momento em que por os pés fora da Arena quando desabou.
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Capítulo 01
Acordou com o despertador caindo de encontro ao chão. E apesar de ainda estar sonolenta acordou com o espírito bem disposto .Afinal ia ao show do Franz Ferdinand assim que anoitecesse. E levaria consigo Tammy que após chegar de Veneza mostrava-se bem mais disposta á passeios.
Levantou e da cama foi direto ao banho como sempre costumava fazer. Ballack devia estar no treino pois já era tarde. Lamentava a rotina do marido que andava a cada dia mais ausente .Pois, nem mesmo a viagem de Marion que fora passar férias no Brasil reanimava as coisas entre eles. Era uma pena que as coisas estivessem daquele jeito.
Assim que saiu do banho e retornou ao quarto encontrou o alemão sentado aos pés da cama.
— Ivinna ,querida!Eu preciso de um tempo. – disse sem ao menos cumprimentá-la.
Ela ficou pasma sem saber o que pensar ao ser recepcionada daquela forma.
— Como assim um tempo ?
— Um tempo Ivinna..Eu preciso de um tempo! As coisas não andam bem entre nós. Você sabe disso. E antes que um de nós faça alguma besteira eu prefiro dar um tempo.
— Tudo bem! Amanhã mesmo eu vou atrás de um lugar pra ficar. – respondeu ela friamente enquanto terminava de secar o cabelo.
Ballack saiu do quarto sem dizer nada e foi para mais uma sessão de fotos de uma nova campanha publicitária para qual ele fora chamado. Era evidente que ele preferia se enfurnar no estúdio a ficar em casa com ela por mais um minuto que fosse. Espertas eram as outras que costumavam se impor fosse gritando ,fazendo escândalo ou até mesmo fugindo e sumindo.
Decidiu não pensar mais naquilo . Aquele era um dia importante e não era um acesso de loucura que o alemão tivera ao pedir tempo que a faria perder o intuito de se divertir com o qual acordara. Ia ir ao show e melhor ainda sem avisá-lo .Queria só ver a atitude dele quem sabe enfim ele não a notasse.
Assim que anoiteceu na hora de ir não conseguiu partir sem deixar nenhum aviso e escreveu do próprio punho um pequeno bilhete avisando aonde ia. Colou-o em cima da geladeira e seguiu de carro até a casa de Tammy.
— Pronta pra nossa noite perfeita? – indagou a paulista ao entrar no carro.
— Claro que ,sim! Afinal veremos Alex Kapranos mesmo que seja a quilômetros de distância. –afirmou sorridente.
— É !O restante você descobre lá!
O que eu ouvi para escrever:
Our farewell - Within Temptation
1000 words - Koda Kumi
Todo azul do mar - Roupa Nova
Agradecimentos
Ivinna e Joyce que não deixaram a preguiça voltar a me dominar!
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Capítulo 10
A conversa que tivera com Lampard havia lhe tirado o sono nas ultimas noites. Realmente começava a se sentir culpada pela infelicidade alheia .E foi por conta dessa culpada que começava a lhe pesar sobre os ombros que resolveu tomar uma atitude. Cuja qual apesar do alto custo lhe caia muito bem pois lhe daria tempo para seguir pensar e se fosse o caso voltar atrás.
Partiria na manhã seguinte ,apesar de estar certa de que o inglês voltaria a procurá-la ,assim que ela partisse. Algo lhe dizia que na manhã seguinte ele voltaria a bater no hotel e por isso comprara dois bilhetes .
Antes de partir passou na recepção do pequeno hotel pediu caneta e um pedaço de papel.
“Me leve pra casa!” escreveu no pequeno pedaço de papel.
— Si prega di consegnata al uomo che torneremo a me! – pediu Tammy entregando o bilhete do trem e o pequeno pedaço de papel manuscrito.
Embarcou sozinha no luxuoso Venice Simplon Orient-Express . A beleza do trem lhe servia para distrair a solidão. Ainda estava no Brasil quando viu o trem pela primeira vez recordava-se ela. E sempre tivera muita vontade de conhecê-lo. Mas, mesmo diante de tanta beleza a solidão ainda lhe incomodava.
Porque será que Lampard não estava lá? Será que não chegara a tempo à estação de Santa Luzia? Ou realmente não quisera seguir com ela? Pois, estava convicta de que estivera atrás dela aquela manhã.
Era noite e o trem ainda saia da cidade de Verona onde a parada tivera de ser mais prolongada do que se imaginava. Estava sentada em um dos vagões- restaurante ,onde acabara de jantar mediante a belas paisagens.
— Signora!? La Signora è Cechova Tammy? - disse um dos garçons do vagão-restaurante agachando-se discretamente perto da mesa.
— Si! –afirmou ela com olhar interrogativo.
— Questo pentence a voi! - afirmou ele entregando a jovem uma folha dobrada.
— Grazie! –agradeceu ela sem muito entender ,enquanto desdobrava.
Não demorou a reconhecer a pequena frase escarlate escrita de suas próprias mãos ...
“Desde que eu parti , ver seu sorriso essa noite foi a melhor coisa que me aconteceu!”
Deu um suspiro de alívio. Ele estava ali já não precisava seguir sozinha. Virou-se despontando um imenso sorriso nos lábios e quase desabou ao deparar-se com o marido. Depois de recuperar-se do choque instantâneo levou a mão sobre os lábios e riu discretamente.
Era obvio o que havia acontecido. Lampard devia ter entregado o diário nas aos de Petr sem antes lê-lo.O inglês devia saber que ela tinha seus motivos e por isso se Petr os lesse e os compreendesse correria ao seu encalce. Para recuperar todo o tempo perdido!E provavelmente Petr não chegara a tempo em Veneza vindo embarcar apenas em Verona!
Estava agradecida à Deus ,agradecida por ele lhe dar uma segunda chance em Londres .Por ter enviado o seu milagre. Lampsy fora seu milagre! O milagre que havia lhe posto sobre os trilhos que a guiavam rumo à Londres, que à levavam de volta pra casa. O milagre que podia salvar seu casamento.
Não falaram muito. Não havia o que dizer. Qualquer coisa podia estragar a felicidade que ambos sentiam em se reencontrar.
— Também me foi a melhor coisa! – disse num sussurro tímido.
— o quê?
— A melhor coisa desde que parti de Londres. Desde que parti de Veneza!
Ao notar que o marido se mostrava desentendido ela apenas riu.
— Não importa! – disse ela pegando a folha dobrada que estava sobre a mesa e fechando a mão ,enquanto discretamente vasculhava com os olhos todo o vagão-restaurante, no qual restou apenas os dois.

THE END!!!!!!!!
Vocabulário...![]()
Si prega di consegnata al uomo che torneremo a me!= Por favor ,entregue isso ao homem que virá atras de mim!
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Capítulo 09
Foi com os olhos cintilando de esperança que ele abriu o pequeno diário. Podia parecer loucura ,mas acreditava que compreendê-la faria toda diferença. E seria de grande ajuda para que superá-se a recente separação.
Ia começar pela primeira página,mas conteve ao lembrar-se da advertência para que apenas lesse as páginas que foram com pequenas dobras marcadas pela garota. E assim o fez.
“Lembro-me de quando era menina e de como eu daria tudo para me tornar famosa. Mas, hoje me parece que meu sonho de infância se voltou contra mim. A pior coisa que me aconteceu desde que pisei nessa terra foi tornar-me conhecida e a segunda pior foi ter tentado demonstrar simpatia por essa corja que eles denominam jornalistas britânicos”.
Não é exagero algum afirmar que hoje eu sequer consigo por os pés para fora da minha casa. Tenho me esforçado ao máximo para ser paciente e conseguir agüentar tudo isso em silêncio.
Mas, também não estou disposta a deixar de viver minha vida e talvez esse seja o grande problema. Pois, Petr não aceita minha exposição e me condena por ela. Diz que eu não faço nenhum esforço para evitar os holofotes e por diversas vezes pareço apenas correr atrás deles.
Só gostaria de saber como ele consegue ser injusto desse jeito? Afinal eu tenho sacrificado muita coisa pra manter a nossa felicidade”.
“Hoje enfim eu tomei uma atitude perante o assédio da imprensa , pena que ela fora precipitada e pode ser classificada como uma grande burrada.
Estava a sair de um evento quando fui cercada por um covil de jornalistas que começaram a me encher de perguntas relativas a minha vida social ,à ligação de Petr com Martina e até mesmo sobre meu passado no Brasil. Eu juro que eu tentei me manter calma,mas chega um ponto em que o ser humano já não pode mais agüentar .E assim foi. Eu explodi ,perdi a cabeça e tive uma discussão feia com todos que ali estavam.
Disse que eles não passavam de um bando de fracassados que não seriam nada se não fosse as mentiras que inventavam para vender. Que não conseguiam ver a felicidade alheia só porque não tinham capacidade de ser feliz por si só.
Juro que até agora não sei como é que alguém não veio pra cima de mim no meio daquela multidão.
E não foi preciso ter sido boa aluna em matemática pa que eu medisse as conseqüências dos meus atos. ESCÂNDALO +TABLÓIDES= PROBLEMAS EM CASA.
Mas, dessa vez eu realmente não compreendo. Petr quis tanto que eu tomasse uma atitude e quando eu a tomo ;ele reclama ,briga e ainda diz que isso mais pareceu um jeito de chamar atenção. Que raios de mulher ele acha que eu sou!? Agora é arcar com as conseqüências do que fiz. Pois, comprei uma briga feia com a imprensa e pelo que parece com meu marido também.”
“É com os olhos em lágrimas e o coração despedaçado que eu escrevo nesse fim de tarde.É duro assumir mas, já não dá mais pra mim. O sonho acabou , eu não posso mais continuar aqui. Não depois do que houve ontem , não depois das coisas que Petr me disse.
Meu Deus!Eu fiz de tudo pra me adequar ao estilo de vida dele. Eu fiz de tudo pra tentar ser feliz com ele. E o que eu recebi em troca? Ele não acredita em nada do que eu digo. Ele se volta contra tudo o que eu faço. Condena todos os meus atos. E a boba aqui ainda devota amor à ele.
Eu não sei se um dia ele me amou. Talvez as coisas permaneçam como eram no Brasil. Talvez eu seja a mesma ..a mesma menina que só encanta por um tempo que depois perde seu brio e é deixada de lado.
A pouco terminei a carta que anuncia minha partida. Amanhã cedo embarco para a Itália ,ficarei em Veneza de lá seguirei para casa.
Somente um milagre me traria de volta pra essa terra que por toda vida amei!!!
Sei que eu errei com ele ,mas já não me arrependo .Pois ,meus erros me fazem feliz! Sonhos começam..sonhos acabam..E o meu chegou ao fim”
Nunca pudera imaginar que por detrás dos pequenos olhos castanho da jovem pude-se se esconder tanta tristeza. Como não conseguira notá-la antes? Como ninguém notara? Ela era complicada demais para ser entendida até que resolvesse abrir o coração.
Foi para a ultima pagina demarcada , era uma folha quase em branco na qual apenas havia uma frase solitária.
“Desde que eu parti ver seu sorriso essa noite foi a melhor coisa que me aconteceu!”
Fechou o pequeno diário decidido à seguir à seu lado até o fim.
