As Garotas de StaMford Bridge


17/11/2007


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Capítulo 10

 

Acatou o pedido sem  sequer retrucar e até mesmo quando tentou arranjar uma desculpa para partir ,bastou um simples “Você não precisa ir ,se não quiser!” para que permanecesse. Realmente não queria ir embora e sentia-se lisonjeada por ele demandar com tanto ímpeto sua permanência ali. O motivo alegado por ele era simplesmente o fato de que havia gostado da companhia da moça ,como há muito tempo não gostara de nenhuma outra. Uma repórter de verdade nem mesmo assim permaneceria nos aposentos do músico ,mas ela não era uma repórter de fato e assim sendo não precisava pensar ou agir como uma.

Alex avisou-lhe que teria que se retirar dos aposentos por indeterminado tempo , mas que regressaria logo. Enquanto o cantor se ausentava a estudante de direito ficou inerte diante da varanda  , deslumbrada com a  fascinante lua  que contemplava a velha  Londres com olhos apaixonados. A Londres que avistara agora ,não se parecia nem de longe com a triste e sôfrega Londres da noite anterior.

O estampido da porta ao fechar-se fez com que sua atenção se focasse apenas no presente , deixando todo o passado de lado. Alex chegou ao seu encalce antes mesmo que pudesse virar-se completamente . O  inglês trazia em mãos duas taças e um legítimo Valpolicella . Com um sorriso sobre os lábios  ,ofereceu-lhe uma das taças sem nada dizer e tão silenciosa quanto Alex a jovem estendeu a mão para que segurar a taça.

— Quero propor um brinde – disse Kapranos ao terminar de encher as taças — Um brinde a falsa repórter mais competente que eu já conheci. – disse dando ênfase á palavra “falsa” ao pronunciá-la.

— Falsa!? – indagou tentando soar mais indignada possível .

— Você não pensou que tinha me enganado .Pensou?!?  Eu conheço muita gente desse meio . Não precisei de cinco minutos pra notar que você sequer era uma assistente como tentou me fazer acreditar. – disse Alex que apesar do tom acusativo na voz tinha uma calma deslumbrante refletida no olhar. — Se eu não te coloquei pra fora daqui foi por duas razões. A primeira que eu fico admirado e curioso com sua astúcia , e a outra porque como eu já disse antes sua companhia me agrada como nenhuma outra. E bastaram-me esses cinco minutos pra que eu tivesse noção disso.

Não soube o que dizer .Na verdade sabia que não havia nada a dizer. Estava sentindo-se envergonhada .. Conseguiu apenas dar as costas a Kapranos e voltar-se outra vez para a lua. Já não a olhava com os olhos deslumbrados .Emitia sobre ela agora ,um olhar desesperado . Como quem clama por um perdão ou por um milagre que pudesse livrá-la de uma punição imediata.

— Eu não estou bravo com você! – sussurrou Alex afastando o cabelo da menina para que pudesse  aproximar-se mais do ouvido dessa.— Ainda gosto da sua companhia.

Era incrível como apenas o soar daquela voz a fazia calar com tanta facilidade.

Deixou se reter nos braços do galante inglês  ,e logo se viu bailando vagarosamente ao som de “Darts of Pleasure” que tinha  os versos soprados ao pé do ouvido da jovem. Cada verso parecia tão adocicado quanto o Valpolicella , e o calor daqueles lábios cálidos a cada sussurro inebriavam seus sentidos. Resistiu o quanto pode as tentativas dele de chegar aos seus lábios , porém o coração não demorou a render-se a àquela paixão fantástica .E uma vez que o coração se rende qualquer tentativa do corpo em resistir se torna inútil.

Podia detalhar minuciosamente o momento em que deixou os lábios escorregarem pelo rosto dele , lhe buscando os lábios e ansiando ser correspondida de imediato. Foi assim correspondida. Sem nenhuma demora bastou que deixasse seus lábios chegarem ao destino pretendido que esse pareceu estar a sua espera.  

Os lábios dele eram fervidos , doces e embriagantes . Não conseguia raciocinar enquanto ali estava . Sequer notou que seus dedos desciam pelo blazer dele desabotoando-o com rapidez .E que já se desfazia de seus próprios trajes. Quando deu por si já se encontrava na cama , acompanhada por Alex e por uma taça de vinho.

Tudo era diferente dos momentos que costumava ter ao lado de Micha. Se o alemão era dominador , decidido e capaz de arrancar suspiros com um simples olhar .O inglês por sua vez bastava que pronunciasse uma palavra ,por menor que fosse , para fazê-la baixar a guarda.  Parecia profundo conhecedor da arte da conquista , talvez não fosse tão belo e atrativo quanto o jogador. Mas, era envolvente , gracioso ,galante e sofisticado como o Valpolicella que enrubescia o lençol ao misturar-se com o suor que se esvaia de seus poros.

  Depois de tudo o que passara a noite ao lado do inglês parecia sua gratificação por não ter enlouquecido. Era a mais perfeita das noites. Tão perfeita que durante toda noite os problemas se dissiparam da sua mente  e  toda dor e mágoa de seu coração pareceu nunca ter existido. Era como se não existisse nada naquele mundo além do o quarto que os abrigava e da lua que esteve na varanda durante toda à noite , como se o mundo tivesse parado de girar para reter e eternizar cada segundo ali vivido.

 

O dia não tardou a amanhecer e a aurora ainda coloria o céu aguardando a chegada do sol ,quando Ivinna despertou. Ao seu lado envolvido no lençol enrubescido pelo vinho e ainda úmido de suor estava Alex Kapranos. Sentiu o coração fraquejar ao notar que não se tratava de um sonho .Tudo aquilo havia de certo acontecido.  

Não quis acordá-lo !Deu-lhe um beijo sobre os lábios e desceu da cama na ponta dos pés,  seguindo direto ao banheiro.

Estava feliz e nunca na vida sentiu-se tão disposta como naquela manhã.

Porém , bastou submergir nas águas da banheira ,para que viesse a tona à realidade que por uma noite tivera o prazer de esquecer. Era como se perdesse qualquer ligação com a vida real enquanto via passar diante dos seus olhos toda sua vida. Assim como diziam que se via ao morrer. Mas, não estava morrendo .Estava mais via do que nunca.

Enquanto esteve imersa passaram na sua mente lembranças boas e ruins, passaram as que a entristeciam e as que a faziam feliz. Mas, assim que emergiu e voltou a si. Nenhuma teve mais força do que ,a que lhe fazia regressar ao dia em que pisara em Stamford Bridge pela primeira vez .Na santa noite  em que esteve preste a morrer nos braços do alemão. Na qual diziam os mais românticos  o amor dele lhe impediu de partir de vez. Numa noite tão mágica como a que tivera com Kapranos. Mas, que ainda sim tinha um peso maior .Pois, era carregada de amor.

Deu-se conta então que era hora de partir. Kapranos podia ser incrível ,como fosse. Mas, não era á ele que pertencia seu coração. Não era pelo amor dele que ansiava toda a manhã. E mesmo que Ballack a tivesse enganado ,era a ele que amava. E apesar da traição sabia que esse amor era recíproco. Pois como diriam os mais românticos ele lhe devolvera a vida.

Estava pronta para partir quando pela ultima vez Alex Kapranos cruzou o seu caminho ,disposto a fazê-la ficar.

— Você não precisa ir se não quiser! – frisou encostando-se no batente da porta .

— Preciso ,sim! –garantiu  cedendo um prolongado e inesquecível beijo de adeus.

Estava dentro do elevador quando ainda pode ouvi-lo indagar se voltariam a se ver. Não o respondeu apenas sorriu! Sabia que aquela história não acabaria ali. Mas, aquela era a hora de voltar para casa levando apenas lembranças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 17h11
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16/11/2007


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Capítulo 09

Acordou numa cama de hotel , a noite havia sido longa .Podia-se dizer recuperada dos últimos acontecimentos. Levantou-se ,tomou um banho e foi a loja de roupas mais  próxima .Pois, devia estar bem trajada ao anoitecer , mas não queria voltar a por os pés na sua “ex” casa tão cedo.

Não visitou as amigas naquele dia e passou o dia inteiro com o celular desligado. Apesar de já estar recuperada ,ainda precisava ficar sozinha.

O dia passou tão rápido que quando deu por si já era hora de ir ao hotel fazer a tal da entrevista. Enquanto estava a caminho do hotel pensou em desistir por diversas vezes. Porém quando se deu conta já estava na recepção do hotel onde Alex se encontrava hospedado , e onde entrevistaria o músico após um rápido jantar no restaurante ali mesmo localizado.

Ficou por horas aguardando a assessora de imprensa do cantor , e já estava preste a partir sem avisar  quando esta retornou :

— Senhorita Nunes! –chamou .

— Pois ,não!?

— O senhor Kapranos se sente um tanto indisposto e não poderá descer para jantar com a senhorita. – avisou — Por isso ele pediu-me para buscá-la.

O semblante da cearense tomou um ar atônito como quem se pergunta “Você tem certeza?Me levar lá pra cima?” .

— Não faça essa cara! Ele prometeu uma entrevista ,ele dará essa entrevista. – garantiu puxando-a pelo braço.

— Talvez seja melhor em um dia em que ele esteja mais disposto. – disse Ivinna  sentindo-se  insegura para seguir adiante.

— Ele vai embora amanhã à tarde! Se você quer essa entrevista tem de ser hoje.

Não teria uma chance amanhã .Por isso tentou disfarçar o nervosismo e seguiu a mulher . O elevador parou em um corredor repleto de portas , a mulher sinalizou com a cabeça para a ultima da esquerda que ficava à alguns passos do elevador.

— Você não vem!?

— Não! A entrevista prometida é exclusiva e a minha presença não mais faria dela do que uma entrevista qualquer. – respondeu a mulher com uma seriedade assombrosa.

Seguiu em passos inseguros , as pernas pareciam teimar em obedecer e por diversas vezes se estremeciam. Aonde havia se metido? Como faria uma coisa que não tinha capacitação alguma pra fazer. Parou diante da porta e deu três vagarosas batidas .Logo em seguida um sonoro “Entre!” pode se ouvir ecoando de dentro da suíte. Olhou para a assessora que ainda a observava com um olhar desconfiado, respirou fundo e abriu vagarosamente a porta.

 

Não soube dizer como conseguiu se manter de pé ,quando se viu diante dele  , que aguardava sentada em uma poltrona que ficava ao centro do quarto e que pode avistar assim que desviou os olhos para  sua esquerda. Não precisou mais do que uma troca de olhares rápida para que se senti o coração disparar e desviasse os olhos para frente ,ficando paralisada na posição de “sentido”. Não conseguiu dizer nada e sequer balbuciar um rápido “Boa Noite!” como esteve ensaiando no decorrer da tarde. Enquanto esteve ali inerte apenas conseguiu ouvi-lo soltar uma breve gargalhada e ver seu vulto erguer-se, o que voltou a acelerar seus batimentos.

— Entre senhorita Nunes! Sinta-se a vontade. – ordenou o mais simpaticamente possível.

— Oh ,sim me desculpe ! – respondeu rápido  assim que voltou à si.

Não teve tanta dificuldade com a entrevista como havia imaginado ,talvez a simpatia  com que ele lhe respondia todas as perguntas tivesse sido primordial para que não fosse dominada pelo nervosismo que pulsava nas suas veias. Ele agiu de forma tão espontânea que em nenhum momento pareceu estar sofrendo de indisposição alguma.

O tempo passou rápido ,tanto que antes que pudesse notar já havia  terminado seu trabalho ali e não havia conseguido muito de Kapranos além de algumas respostas sobre coisas que já sabia. Mas, o que mais podia querer!? Ele era um astro da música. Ela uma estudante de direito ,que se fazia passar por assistente   de uma amiga que sequer se formara em Jornalismo, e que ninguém como conseguira colocá-la ali naquela noite.

Despediu-se rapidamente de Alex ,agradeceu com a maior ternura do mundo e sentiu o coração saltar pelos lábios quando deu um abraço  que apesar da rapidez com que foi concedido pareceu durar uma eternidade na sua mente sonhadora.

Abria a porta do quarto quando pode ouvir a voz  inebriante  de Alex Kapranos          

 —Senhorita Nunes pode ficar aqui mais um pouco? – pediu sem hesitar.

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 20h27
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15/11/2007


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Capítulo 08

Pronto teria de voltar pra casa contra a própria vontade ,pois não queria passar a noite de vela na casa de ninguém. Não tinha problema subiria as escadas e certamente Micha já estaria dormindo .Poderia deitar ,dormir e despertar no outro dia  sem que ele sequer notasse sua presença e assim faria.

Entrou na casa na ponta do pé e percebeu que não havia ninguém por ali. Na mesa ainda bagunçada pelo jantar dois pratos sujos mostravam que Ballack recebera visita.

Lavou os pratos e arrumou a cozinha .Ele devia estar dormindo realmente porque já começava a madrugar e não havia nenhum sinal de sua chegada. Subiu as escadas ,disposta a tomar um banho e descansar a cabeça. O dia não havia sido nada fácil. Conseguiu em um só dia dar um tempo em seu relacionamento ,salvar Londres de um atentado e ainda assumir um compromisso que acreditava que não devia ter assumido.

Estava a poucos passos do quarto quando pode ouvir uma risada vinda dos seus  aposentos. Era risada de mulher  pode perceber. E uma risada de mulher vinda daquele quarto em uma situação normal só seria ou a  dela mesma ou de Marion. Mas, não pertencia a nenhuma das duas .Já que ela estava ali e Marion estava bem longe no Brasil.

Diminuiu os passos e esforçou-se para que sequer a respiração fizesse algum barulho. Por sorte ou azar ,não soube ao certo definir , a porta do quarto estava entreaberta. O que não significaria muita coisa se à dois dias atrás não tivesse mudado a cama deles de lugar. Graças a essa mudança tinha uma visão ampla da cama , e pode ver nitidamente uma garota loura ,de pele alva debruçada  sobre o corpo de Micha. Enquanto esse apenas coberto por um fino lençol branco acariciava o cabelo da jovem.

Recusava-se a acreditar no que os seus olhos lhe mostravam. Outra em sua cama. Não podia ser verdade. Era absurdo! Sentiu uma imensa vontade de entrar no quarto e sair arrastando a garota pelos cabelos , vontade de dizer para Ballack que ele não era ninguém parar fazer aquilo com ela , que ele era um lixo e que o tempo agora seria definitivo. Mas, não passou de vontade. Logo se recompôs e saiu da casa da mesma forma com a qual entrou , sem emitir nenhum barulho e sem derramar nenhuma lágrima.

Somente quando se viu sozinha dentro do carro que se deixou desabar. Sentia a alma se esvair nas lágrimas que corriam pelo seu rosto. Tinha vontade de morrer , vontade de matar. Mas, novamente era apenas vontade. Ligou o carro e,pisou fundo no acelerador   e seguiu dirigindo por uma Londres que naquela noite parecia mais fria e triste do que nunca.

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 20h48
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Capítulo 07

Ivinna e Talyta estavam não sala quando ouviram um grito vir da cozinha , se levantaram rápido e correram para o cômodo onde Liza e Tammy se diziam preparar um lanche . A primeira coisa que viram ao entrar na cozinha foi Tammy com um pano encharcado de sangue enrolado na mão e Liza pegando uma maleta de primeiros socorros. Ficaram inertes por um tempo.

  Dá pra tirarem essa cara de bobas ,daí!? É só um corte. E não dói nada pelo menos não até agora. Além do mais eu ainda tenho minha mão. – afirmou sorrindo.— Droga! A nossa entrevista foi pro saco Ivi ! –lamentou-se.

O corte por onde o sangue esvaia era profundo mas, a jovem recusou-se a ir ao médico de imediato e por isso improvisaram um rápido curativo. Estavam na cozinha limpando o sangue sobre o piso ,quando pela quarta vez no dia alguém diferente bateu à porta. Liza largou o esfregão e disse que ela mesma atenderia deixando as outras na cozinha.

Ao abrir a porta não para sua surpresa enfim era Joe Cole que retornava. Não se cumprimentaram com um oi casual  ,pois ao avistá-la ele passou os braços pela sua cintura e inclinou-se para beijá-la. E só não a beijou nos lábios porque Liza virou rapidamente o rosto e pigarreou baixinho , inclinando a cabeça na direção da cozinha.

— Veio buscar o casaco? – indagou erguendo a voz para que as outras lhe ouvissem.

—O casaco? Ah!É vim buscá-lo, sim. – gaguejou Joey ,erguendo os olhos na direção da cozinha de onde Ivi e Tally os observava , e soltando a cintura da jovem de imediato.

As garotas saíram aos poucos da cozinha  ,exceto por Tammy que se encontrava ocupada falando ao telefone.

— Tammy! –berrou Talyta — Vamos ao médico, garota!

— Tudo certo ,então!? Muito obrigada! – despediu-se ela rapidamente desligando o telefone.

   Tinham o pretexto perfeito para partirem e deixarem  Li e seu visitante a sós. Não queriam bancar o candelabro ,além do mais já era tarde. E se Ivinna não tinha  para quem voltar, Tally e Tammy ainda tinham seus esposos. Despediram-se e enquanto Tally seguiu sozinha , Tammy ,que se recusava a tomar vergonha na cara e tirar uma habilitação , foi de carona com Ivinna.

— Ivinha!Esqueci de te contar uma coisa. – disse a jovem. — Ainda temos entrevista minha assistente vai fazer .

— Mas, você não tem assistente!

— Tenho ,SIM! E ela se chama Ivinna Nunes. – afirmou sorridente .

— Eu não vou fazer isso! – disse freando o carro.

— Mas, você sabe que eu não posso. – alegou Tammy  entristecendo o semblante. — Faz esse favor pra mim.

— Eu vou pensar! – prometeu voltando a ligar o carro.

Seguiram em silêncio até a porta da casa  de Tammy .

— Enquanto você pensa .Eu vou-

— Tudo bem eu aceito! – interrompeu Ivinna.

— Sabia que você ia aceitar,.Best  já disse que eu te amo!? -  indagou  abraçando a amiga — Aqui ta o endereço. –disse jogando um papel no banco do carro enquanto saia. — O resto que você precisa está lá atrás.

Ivinna olhou para o banco de trás onde a amiga deixara um pequeno gravador e um bloco de notas , além de uma credencial que a autorizava ter contato com o cantor.

— Ah!E aproveite o máximo que puder dessa entrevista. Afinal serão apenas  vocês dois. Vocês dois e mais ninguém. – afirmou sorrindo.

 

 

  

 

 

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 19h29
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14/11/2007


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Capítulo 06

A segunda coisa a fazer foi ir ao apartamento de Liza, que era o único lugar que conseguia pensar para passar aquela noite. Esperava que a amiga aceitasse acolhê-la por aquela noite. Pois, ia ser difícil conseguir locar um apartamento ainda naquela tarde e também não queria adormecer num hotel . Se Ballack queria um tempo ,ela tinha de mostrar que o tempo podia ser definitivo. E pra conseguir isso tinha que promover uma grande mudança , algo que impressionasse, que o  assustasse.

Não precisou sequer bater na porta de Liza ,para saber que ela estava em casa .O som alto já denunciava sua presença. Difícil seria apenas fazer-se  escutar ao bater na porta. Porém ,para seu espanto mal havia terminado de bater quando o trinco da porta baixou e a porta abriu-se num repente. Não fora Liza quem atendera a porta pelo contrário quem saia da casa era o jovem Joe Cole ,que abriu um sorriso tímido ao vê-la .

Cumprimentaram-se rápido e o rapaz seguiu pelo corredor cantarolando algo enquanto brincava com a chave do carro. Com a porta aberta diante de si , Ivinna só bateu nela mais uma ou duas vezes, antes de resolver  entrar. Entrou em passos lentos  e poderia ter pegado um susto em Liza se essa já não a observasse da porta da pequena cozinha quando a avistou.

— E então ,dona Lizoca! Recebendo visitinhas no apartamento? – indagou com ar malicioso.

— Do que você está...- só depois de um certo tempo que notou as insinuações da amiga. — Ah!Ta falando do Joey!? É só visita mesmo ,ele vem aqui me ver vez ou outra.  Ele tem sido um grande amigo pensa até em me chamar pra ser madrinha de casório dele.

— E você vai aceitar?

— E porque não? – indagou enquanto erguia os olhos pro teto.

— Porque nós sabemos muito bem, que a senhorita sempre teve um tombo por ele.

— Que seja! Isso não importa!- disse fazendo pouco saco dos próprios sentimentos.— Quer saber cansei de música! – afirmou desligando o som . — Vamos ver TV quem sabe assim você tira essas besteiras da cabeça.

Mal haviam ligado a TV ,quando um plantão anunciou a descoberta de uma bomba localizada no palco da Arena 02.Ivinna não podia mostrar-se feliz com o cancelamento seria estranho demais que não se se mostrasse cabisbaixa com tudo. As únicas palavras que pronunciou depois do plantão ,enquanto Lizaa boquiaberta não sabia o que dizer foi um . “Trágico isso!” e depois se calou. O silêncio pairou na sala quando alguém bateu á porta.

— Deve ser Joey!Ele esqueceu o casaco!

— Uiaaaa!Esqueceu onde? Na sua cama? – cassou a cearense.

— Ivi! – o tom de voz da piauiense foi dos mais repreensivos.

Abriu a porta irritada mas, disfarçou assim que notou que era Tally do outro lado.

   —Vocês viram que coisa horrível passou na TV? – disse tirando a bolsa e colocando-a no sofá. — Quem diria um ataque terrorista na Arena 02? E no show do Franz Ferdinand! Nunca imaginei uma coisa dessas.

— Pelo menos o show ia ser um estouro! – disse Liza aos risos — Oun desculpa Ivi!

Ivinna respondeu com um sorriso daqueles que dizem “agora já foi.” Havia até mesmo se esquecido do que a levara até ali. Sentia um alívio intenso com o cancelamento do show , e quase não conseguiu disfarçar quando Tammy ligou lamentando tudo aquilo e dizendo que daria um jeito em tudo. Dar um jeito ! Graças a Deus isso era impossível. Já não teria show. Apesar de saber que a jovem às vezes não metia as conseqüências ,mas não deu muita trela e permaneceu com as garotas.

O dia já começava a anoitecer  quando mais uma vez bateram a porta do apartamento de Liza.

— Deve ser o Joey pra buscar o casaco. Querem ver!?

— Buscar o casaco ou deixar o restante da roupa? – indagou Ivi enquanto a porta se abria.

— Ivi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! –gritou a pequena guria saltitando.

— Oi ,pra você também Tammy! – cumprimentou Talyta.

— Eu consegui....Adivinha ,adivinha, adivinha! Uma entrevista exclusiva com Alex Kapranos! E é claro que eu vou te trazer um autógrafo ,uma foto e tudo o que eu puder. – afirmou  jogando-se no sofá. — Isso!Se eu não resolver te levar comigo. – foi enfática ao pronunciar a ultima frase.

 

Escrito por Tammy Marinho às 19h45
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