As Garotas de StaMford Bridge


25/10/2007


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Capítulo 05

Demorou a levantar-se não podia acreditar que tudo não havia passado de um pesadelo. Um pesadelo terrível diga-se de passagem. Devia impedir até mesmo que aquilo tivesse chance de acontecer. Mas, como? Era a questão principal. Ainda tinha o tal do tempo. Droga!Era coisa demais pra sua cabeça.

Sabia que a forma mais fácil de poupar todas aquelas vidas era arranjar um jeito de cancelar o show. Mas, seria abrir mão de algo pelo que esperava a séculos. Abrir mão da chance de ver Alex nem que fosse à quilômetros de distância. Mas, realizar seu sonho podia custar diversas vidas dentre as quais a de uma amiga. Além disso poderia ver Alex em muitas outras oportunidades.

Agora que tinha em mente que o certo a fazer era dar fim ao show precisava saber como fazê-lo.Só tinha uma alternativa ligar para um disk denuncia e torcer para que alguém acreditasse nela.

Não podia telefonar de casa por isso pegou o carro e dirigiu para a cabine telefônica mais próxima.Ainda ficou na dúvida enquanto discava e já estava cancelando a ligação quando foi atendida.

— Alô!- soou a voz do outro lado da linha.

— A..Alô! – respondeu sussurrando.

— Alô!!!!!

 Alô , eu tenho uma denúncia. – sussurrou tentando evitar que alguém ouvisse.

— Presumo que tenha realmente tendo em conta o número para o qual ligou. - foi categórica.

Ficou revoltada e teve de segurar-se para não responder de forma grosseira.

— Essa noite vai haver um atentado na 02 Arena durante o show do Franz Ferdinand.

— Isso é uma ameaça? – indagou de forma indelicada.

— Não ,não é uma ameaça. Mas, tem uma bomba lá. Então tome uma atitude já! – pressionou. — A partir de agora milhares de vidas estão em suas mãos.

Desligou o telefone tirando parte daquele peso das costas. Havia feito a sua parte e agora só faltava torcer para ter sido convincente o suficiente para alguém verificar o local.

 

Escrito por Tammy Marinho às 21h41
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Capítulo 04

Abriu os olhos e tinha em mãos novamente a credencial e pode ouvir outra vez tocar do alto do palco ‘‘Eleanor put your boots on” Agora entendia fora tudo uma peça rápida que sua mente lhe pregara ,que devia ter durado não mais que segundos mas, que pareciam eternos na sua fantasia.

— Eu sei que é falso ,Ivi! –afirmou Tamiris ao notar a demora da amiga.— Enquanto você pensa .Eu vou ,na frente, acertar umas coisinhas.

Bastou ouvir essas palavras pela segunda vez que esteve certa de que tudo o que “sonhara” estava para acontecer e se acaso foi avisada era porque devia impedir.

— Não! –gritou enquanto tentava segurar  mão da jovenzinha!

Mas, foi inútil pois não conseguiu segurá-la para retê-la e viu a vida da jovem escapar-lhe quase que por entre os dedos. Com um ultimo sorriso dócil e um adeus tão camuflado que necessitou ser lido dos lábios para ser compreendido. Tentou ainda segui-la mas, era tarde  a explosão ,o hospital a noticia final tudo passou diante dos seus olhos como um raio e sentiu-se a pior amiga que alguém podia ter.

Acordou com um forte estrondo era o despertador que mais uma vez caia no chão aquela manhã.

Ficou deitada até ver Ballack entrar no quarto.

—Ivinna ,querida!Eu preciso de um tempo. – disse sem ao menos cumprimentá-la

— Tudo bem,Ballack! Hoje mesmo eu vou atrás de um lugar pra mim! – afirmou ao se dar conta de que tudo não passara de um sonho e que aquela era sua chance de fazer tudo diferente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 20h45
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Capítulo 03

Acordou em um quarto de hospital ,ligada a um soro e com uma máscara de oxigênio sobre o rosto. Sentia o corpo todo dolorido .Devia ser pelos encontrões que deu nas outras pessoas que abandonaram o local desesperadamente.

— Bom dia! – cumprimentou uma jovem médica assim que à avistou abrir os olhos — Você tem visitas.

Ivinna  não disse nada apenas olhou-a aflita o que a fez disparar:

— Aliás, senhorita Nunes ,já pode livrar-se da máscara. Só evite falar em demasia – advertiu a médica.

Surgiram então diante do seu leito Talita Terry e Liza com semblantes levemente preocupados mas, encobertos por sorrisos.

— Que jeito de terminar a noite perfeita de vocês. –disse Talita sorrindo.

  A noite foi tão boa que ambas terminaram de cama. Eta !Ressaca! – brincou Liza tentando cortar o clima pesado que o hospital providenciava.

— E estou ótima! –alegou Ivinna sentando-se na cama.

— Acredito que ao menos esteja melhor que a Tamm!

— Por quê? O que houve com ela?  - indagou assustada.

Talyta e Liza se entreolharam em silêncio. Era estranho já que o estado de saúde da caiçara era incerto. Então Tally tomou coragem e passou a relatar tudo o que sabia.

—Pelo que o Cech nos disse ,parece que ela estava próxima do palco na hora da explosão e perdeu a consciência na mesma hora. E se os bombeiros chegassem um pouco mais tarde ela teria morrido asfixiada pela fumaça.

— E como ela está agora?

— Na U.T.I. Ela ta respirando com a ajuda de aparelhos e sofreu umas fraturas e umas queimaduras. – explicava Talyta enquanto os olho enchiam de lágrimas.— Mas, pelo menos ela não ta mais encubada e já ta consciente. Porque quando resgataram-na estava tão mal que todo mundo pensou que ela não ia conseguir sobreviver. – prosseguia a jovem Sr.Terry enquanto chorava compulsivamente. — Dizem que ela nasceu de novo!

— Pobre Tamm! –foi tudo o que disse Liza baixando os olhos.

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A cearense de personalidade forte e diversas vezes inabalável passou o resto do dia ,preocupada. Sentia-se parcialmente culpada. Devia tê-la impedido de seguir sozinha para o palco. Devia ter impedido toda aquela loucura. Se ao menos pudesse ir a U.T.I.  mas, era inútil.

Além da preocupação lhe assombrava a ausência de Micha. Apesar do tempo que haviam dado ,não era da natureza dele não se preocupar. O atentado devia ter sido manchete em todos os jornais era impossível ele não saber o que acontecera. A não ser que ele não tivesse visto o bilhete em cima da geladeira. Afinal sempre que chegava da tal campanha seguia direto para o quarto.

A ultima pessoa com quem falou antes de ser domada pelo sono ,foi uma enfermeira alta e esmilingüida responsável por trocar o seu soro.

— Senhorita Nunes! Alex Kapranos ligou e nos pediu que avisasse que amanhã irá via até aqui vê-la.

— Alex? Visitar-me? Como assim?

— Oras! Você não é a assistente de produção? – indagou  mostrando a falsa credencial.

Foram essas as ultimas imagens e palavras que lhe alcançaram antes que adormecesse. Teve um sonho rápido àquela noite. Sonhou que conseguia ir a U.T.I . visitar Tammy que apesar de cercada por aparelhos parecia bem e estava sentada na cama. No sonho ainda contava á garota sobre a confusão que a falsa credencial causara.

E comum sorriso aflito no olhar a jovenzinha apenas afirmara.

— Ao menos essa tragédia nos serviu de alguma coisa.

Acordou com o marido segurando sua mão e lhe encarando com a cara mais piedosa do mundo. O alemão parecia engasgado com algo e por muito tempo evitou fitá-la nos olhos ou dizer-lhe alguma coisa. E assim que soaram as primeiras palavras de seus lábios essas não foram juras de amor e nem mesmo lamentações pela internação e sim o que tinha de ser dito inevitavelmente.

— A Tammy... – iniciou soprando o ar  olhando para o teto enquanto fazia uma pausa — Ela não conseguiu resistir!

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 20h28
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Capítulo 02 

Assim que chegaram a 02 Arena encontraram na completamente lotada. E tiveram certeza que assim que tivesse inicio o espetáculo aquilo se tornaria um verdadeiro inferninho. O que não era pra menos já que o show seria usado para  a gravação de um dvd e seria transmitido até mesmo por algumas emissoras de T.V. E assim foi! Bastou que Alex Kapranos e o restante do grupo pisassem no palco pra que a balburdia começasse. Era um inferno regado à música, gritos e suor.

Estavam distante do palco ,mas apesar da pouca estatura de ambas era como se por milagre tivessem olhos além do que podiam ter. Pois, juravam enxergar o palco nitidamente. E apesar da multidão inquieta que chegava até mesmo incomodar. A noite seguia perfeita como Ivinna imaginava e por momento algum ela lembrou-se dos problemas que deixara em casa.

O show não estava muito longe de acabar e soava no ar a introdução de  “Eleanor  put your boots on” quando Ivinna sentiu sendo puxada pelo braço.

— É agora! –disse Tammy fazendo a voz se sobressair dos milhares de outros que não paravam de gritar.

— Agora o que?

— A minha surpresa pra você. – afirmou meigamente — Pega e vai lá pro camarim.

Ivinna pegou pequeno crachá que Tammy lhe estendia crente de que não passava de alguma brincadeira boba da garota. E abismou-se ao ler o que levava seus dados.

— Assistente de produção? Eu não sou Assistente de produção. – afirmou ao ler a falsa credencial que lhe daria acesso aos camarins.

— Eu sei. É por isso que ele é falso! – justificou a jovem da forma mais descarada do mundo.

— Eu não vou fazer isso. Isso é errado! – retrucou Ivi erguendo a cabeça.

— E quem falou que é certo!? Enquanto você pensa .Eu vou, na frente ,acertar umas coisinhas. – disse despedindo-se e caminhando pela multidão.

Deixou que ela partisse sozinha  e se viu novamente com os olhos presos à falsa credencial. Era loucura fazer uma coisa daquelas. Aonde já se vira uma idéia tola dessas? Por Deus só podia vir de uma cabeça desmiolada como aquela. Mas, não repreendia  de todo a idéia. Até mesmo achava graça daquilo. E mesmo que seu lado racional reluta-se sua mente ainda estudava a hipótese de se fazer passar pelo que não era só para conhecer o vocalista .

Só tirou os olhos do papel quando um forte estrondo seguido de gritos apavorados a deixou alerta e  fez com que  erguer a cabeça com os olhos atentos. Levou um grande susto ao deparar-se com uma imensa nuvem de fumaça que parecia engolir as proximidades do palco e o fogo que se expandia. Não correu apavorada como os outros faziam .Pelo contrário ficou atônita e a primeira coisa que tentou fazer foi ligar para Micha. Pois, se algo acontecesse era preciso que ele tenha conhecimento de  onde ela se encontrava. Foi inútil por todos os minutos em que conseguiu esperar não houve sequer um sinal de resposta.

Logo foi tomada por um acesso de tosse , a fumaça se impregnava em seus pulmões e seus olhos ardiam ,assim como a sua garganta. Resolveu então fazer como os outros e correr para a saída .O corpo conseguiu resistir até o momento em que por os pés fora da Arena quando desabou.

Escrito por Tammy Marinho às 16h48
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Capítulo 01


Acordou com o despertador caindo de encontro ao chão. E apesar de ainda estar sonolenta acordou com o espírito bem disposto .Afinal ia ao show do Franz Ferdinand assim que anoitecesse. E levaria consigo Tammy que após chegar de Veneza mostrava-se bem mais disposta á passeios.


Levantou e da cama foi direto ao banho como sempre costumava fazer. Ballack devia estar no treino pois já era tarde. Lamentava a rotina do marido que andava a cada dia mais ausente .Pois, nem mesmo a viagem de Marion que fora passar férias no Brasil reanimava as coisas entre eles. Era uma pena que as coisas estivessem daquele jeito.


Assim que saiu do banho e retornou ao quarto encontrou o alemão sentado aos pés da cama.


— Ivinna ,querida!Eu preciso de um tempo. – disse sem ao menos cumprimentá-la.


Ela ficou pasma sem saber o que pensar ao ser recepcionada daquela forma.


— Como assim um tempo ?


— Um tempo Ivinna..Eu preciso de um tempo! As coisas não andam bem entre nós. Você sabe disso. E antes que um de nós faça alguma besteira eu prefiro dar um tempo.


Tudo bem! Amanhã mesmo eu vou atrás de um lugar pra ficar. – respondeu ela friamente enquanto terminava de secar o cabelo.


Ballack saiu do quarto sem dizer nada e foi para mais uma sessão de fotos de uma nova campanha publicitária para qual ele fora chamado. Era evidente que ele preferia se enfurnar no estúdio a ficar em casa com ela por mais um minuto que fosse. Espertas eram as outras que costumavam se impor fosse gritando ,fazendo escândalo ou até mesmo fugindo e sumindo.


Decidiu não pensar mais naquilo . Aquele era um dia importante e não era um acesso de loucura que o alemão tivera ao pedir tempo que a faria perder o intuito de se divertir com o qual acordara. Ia ir ao show e melhor ainda sem avisá-lo .Queria só ver a atitude dele quem sabe enfim ele não a notasse.


Assim que anoiteceu na hora de ir não conseguiu partir sem deixar nenhum aviso e escreveu do próprio punho um pequeno bilhete avisando aonde ia. Colou-o em cima da geladeira e seguiu de carro até a casa de Tammy.


— Pronta pra nossa noite perfeita? – indagou a paulista ao entrar no carro.


— Claro que ,sim! Afinal veremos Alex Kapranos mesmo que seja a quilômetros de distância. –afirmou sorridente.


— É !O restante você descobre lá!



Escrito por Tammy Marinho às 16h46
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