As Garotas de StaMford Bridge


12/10/2007


O que eu ouvi para escrever:

Our farewell - Within Temptation

1000 words - Koda Kumi

Todo azul do mar - Roupa Nova

Agradecimentos

Ivinna e Joyce que não deixaram a preguiça voltar a me dominar!

 

Escrito por Tammy Marinho às 19h39
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Capítulo 10

A conversa que tivera com Lampard havia lhe tirado o sono nas ultimas noites. Realmente começava a se sentir culpada pela infelicidade alheia .E foi por conta dessa culpada que começava a lhe pesar sobre os ombros que resolveu tomar uma atitude. Cuja qual apesar do alto custo lhe caia muito bem pois lhe daria tempo para seguir pensar e se fosse o caso voltar atrás.

Partiria na manhã seguinte ,apesar de estar certa de que o inglês voltaria a procurá-la ,assim que ela partisse. Algo lhe dizia que na manhã seguinte ele voltaria a bater no hotel e por isso comprara dois bilhetes .

Antes de partir passou na recepção do pequeno hotel pediu caneta e um pedaço de papel.

Me leve pra casa!” escreveu no pequeno pedaço de papel.

       Si prega di consegnata al uomo che torneremo a me! – pediu Tammy entregando o bilhete do trem e o pequeno pedaço de papel manuscrito.

Embarcou sozinha no luxuoso Venice Simplon Orient-Express . A beleza do trem lhe servia para distrair a solidão. Ainda estava no Brasil quando viu o trem pela primeira vez recordava-se ela. E sempre tivera muita vontade de conhecê-lo. Mas, mesmo diante de tanta beleza a solidão ainda lhe incomodava.

Porque será que Lampard não estava lá? Será que não chegara a tempo à estação de Santa Luzia? Ou realmente não quisera seguir com ela? Pois, estava convicta de que estivera atrás dela aquela manhã.

Era noite e o trem ainda saia da cidade de Verona onde a parada tivera de ser mais prolongada do que se imaginava. Estava sentada em um dos vagões- restaurante ,onde acabara de jantar mediante a belas paisagens.

Signora!? La Signora è Cechova Tammy? - disse um dos garçons do vagão-restaurante agachando-se discretamente perto da mesa.

Si! –afirmou ela com olhar interrogativo.

Questo pentence a voi! - afirmou ele entregando a jovem uma folha dobrada.

Grazie! –agradeceu ela sem muito entender ,enquanto desdobrava.

Não demorou a reconhecer a pequena frase escarlate escrita de suas próprias mãos ...

“Desde que eu parti , ver seu sorriso essa noite foi a melhor coisa que me aconteceu!”

Deu um suspiro de alívio. Ele estava ali já não precisava seguir sozinha. Virou-se despontando um imenso sorriso nos lábios e quase desabou ao deparar-se com o marido. Depois de recuperar-se do choque instantâneo  levou a mão sobre os lábios e riu discretamente.

Era obvio o que havia acontecido. Lampard devia ter entregado o diário nas aos de Petr sem antes lê-lo.O inglês devia saber que ela tinha seus motivos e por isso se Petr os lesse e os compreendesse correria ao seu encalce. Para recuperar todo o tempo perdido!E provavelmente Petr não chegara a tempo em Veneza vindo  embarcar apenas em Verona!

Estava agradecida à Deus ,agradecida por ele lhe dar uma segunda chance em Londres .Por ter enviado o seu milagre. Lampsy fora seu milagre! O milagre que havia lhe posto sobre os trilhos que a guiavam rumo à Londres, que à levavam de volta pra casa. O milagre que podia salvar seu casamento.

Não falaram muito. Não havia o que dizer. Qualquer coisa podia estragar a felicidade que ambos sentiam em se reencontrar.

— Também me foi a melhor coisa! – disse num sussurro tímido.

— o quê?

— A melhor coisa desde que parti de Londres. Desde que parti de Veneza!

Ao notar que o marido se mostrava desentendido ela apenas riu.

— Não importa! – disse ela pegando a folha dobrada que estava sobre a mesa e fechando a mão ,enquanto discretamente vasculhava com os olhos todo o vagão-restaurante, no qual restou apenas os dois.

 

THE END!!!!!!!!

 

  "Pelo brilho dos olhos, desde o início dos tempos as pessoas identificam seu verdadeiro amor"

 

Vocabulário...

Si prega di consegnata al uomo che torneremo a me!= Por favor ,entregue isso ao homem que virá atras de mim!

Signora!? La Signora è Cechova Tammy? = Senhora!?É a senhora Tammy Cechova?

Sì!=Sim!

Questo pertence avoi! = Isto te pertence!

Grazie! = Obrigada!

 

Escrito por Tammy Marinho às 19h28
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Capítulo 09

Foi com os olhos cintilando de esperança que ele abriu o pequeno diário. Podia parecer loucura ,mas acreditava que compreendê-la faria toda diferença. E seria de grande ajuda para que superá-se a recente separação.

Ia começar pela primeira página,mas conteve ao lembrar-se da advertência para que apenas lesse as páginas que foram com pequenas dobras marcadas pela garota. E assim o fez.

Lembro-me de quando era menina e de como eu daria tudo para me tornar famosa. Mas, hoje me parece que meu sonho de infância se voltou contra mim. A pior coisa que me aconteceu desde que pisei nessa terra foi tornar-me  conhecida e a segunda pior foi ter tentado demonstrar simpatia por essa corja que eles denominam jornalistas britânicos”.

Não é exagero algum afirmar que hoje eu sequer consigo por os pés para fora da minha casa. Tenho me esforçado ao máximo para ser paciente e conseguir agüentar tudo isso em silêncio.

Mas, também não estou disposta a deixar de viver minha vida e talvez esse seja o grande problema. Pois, Petr não aceita minha exposição e me condena por ela. Diz que eu não faço nenhum esforço para evitar os holofotes e por diversas vezes pareço apenas correr atrás deles.

Só gostaria de saber como ele consegue ser injusto desse jeito? Afinal eu tenho sacrificado muita coisa pra manter a nossa felicidade”.

 

“Hoje enfim eu tomei uma atitude perante o assédio da imprensa , pena que ela fora precipitada e pode ser classificada como uma grande burrada.

Estava a sair de um evento quando fui cercada por um covil de jornalistas que começaram a me encher de perguntas relativas a minha vida social ,à ligação de Petr com Martina e até mesmo sobre meu passado no Brasil. Eu juro que eu tentei me manter calma,mas chega um ponto em que o ser humano já não pode mais agüentar .E assim foi. Eu explodi ,perdi a cabeça e tive uma discussão feia com todos que ali estavam.

Disse que eles não passavam de um bando de fracassados que não seriam nada se não fosse as mentiras que inventavam para vender. Que não conseguiam ver a felicidade alheia só porque não tinham capacidade de ser feliz por si só.

Juro que até agora não sei como é que alguém não veio pra cima de mim no meio daquela multidão.

E não foi preciso ter sido boa aluna em matemática pa que eu medisse as conseqüências dos meus atos. ESCÂNDALO +TABLÓIDES= PROBLEMAS EM CASA.

Mas, dessa vez eu realmente não compreendo. Petr quis tanto que eu tomasse uma atitude e quando eu a tomo ;ele reclama ,briga e ainda diz que isso mais pareceu um jeito de chamar atenção. Que raios de mulher ele acha que eu sou!? Agora é arcar com as conseqüências do que fiz. Pois, comprei uma briga feia com a imprensa e pelo que parece com meu marido também.”

 

“É com os olhos em lágrimas e o coração despedaçado que eu escrevo nesse fim de tarde.É duro assumir mas, já não dá mais pra mim. O sonho acabou , eu não posso mais continuar aqui. Não depois do que houve ontem , não depois das coisas que Petr me disse.

Meu Deus!Eu fiz de tudo pra me adequar ao estilo de vida dele. Eu fiz de tudo pra tentar ser feliz com ele. E o que eu recebi em troca? Ele não acredita em nada do que eu digo. Ele se volta contra tudo o que eu faço. Condena todos os meus atos. E a boba aqui ainda devota amor à ele.

Eu não sei se um dia ele me amou. Talvez as coisas permaneçam como eram no Brasil. Talvez eu seja a mesma ..a mesma menina que só encanta por um tempo  que depois perde seu brio e é deixada de lado.

A pouco terminei a carta que anuncia minha partida. Amanhã cedo embarco para a Itália ,ficarei em Veneza de lá seguirei para casa.

Somente um milagre me traria de volta pra essa terra que por toda vida amei!!!

Sei que eu errei com ele ,mas já não me arrependo .Pois ,meus erros me fazem feliz! Sonhos começam..sonhos acabam..E o meu chegou ao fim”

  

Nunca pudera imaginar que por detrás dos pequenos olhos castanho da jovem pude-se se esconder tanta tristeza. Como não conseguira notá-la antes? Como ninguém notara? Ela era complicada demais para ser entendida até que resolvesse abrir o coração.

   Foi para a ultima pagina demarcada , era uma folha quase em branco na qual apenas havia uma frase solitária.

 

“Desde que eu parti ver seu sorriso essa noite foi a melhor coisa que me aconteceu!”

 

Fechou o pequeno diário decidido à seguir à seu lado até o fim.

 

Detalhe o Diário é Blue

 

Escrito por Tammy Marinho às 18h20
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08/10/2007


Он будет любить дело?

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Capítulo 08

Embarcou na primeira gôndola que avistou .Não sabia se ficava assustada ,confusa ou feliz com a presença de Frank Lampard. Será que Petr estava com ele??E se estivesse? Já não sabia se queria voltar a ver o marido. Acreditava ser melhor esquecê-lo e deixar que ele lhe esquecesse em definitivo..Deixou que Lampard lhe seguisse por todo o trajeto que fazia até a porta do quarto em que se hospedara.

— Ok!Agora eu cansei de você me perseguindo .O que você quer de mim?O que você veio fazer aqui?- indagou impaciente.

O jogador não disse nada de imediato. Pois, nem mesmo ele sabia o que dizer. Se falasse alguma besteira sem antes pensar poderia vir a se arrepender. Mas, como dizer sem que ela o acha-se louco?Talvez você bom ir direto ao ponto.

—Você!- disse ele espantando a garota— Eu quero poder entender você. Para tentar entender a Elen!

— Se o que quer é entender sua ex veio ao lugar errado. - afirmou destrancando a porta —Ela te deixou por egoísmo ,eu deixei meu homem por amor.

— Ninguém deixa alguém por amor! –defendeu ele convicto evitando que a porta fosse fechada na sua cara e adentrando o quarto.

— Deixa ,sim!Principalmente quando se nota que esta fazendo ele infeliz. Eu não venho sendo justa com ele .Eu não venho sendo justa comigo. Eu apenas tenho tirado a paz e o sossego dele. Mas, você é incapaz de me entender.

—Mas, eu quero entender. Eu quero ajudar! – continuava afirmando ele.

Tamiris não fazia nada além de rir da cena ,que chegava a ser patética. Como alguém que à pouco lhe comparava com uma mulher inescrupulosa agora mostrava-se caridoso e disposto a ajudar.

— Então você quer mesmo ajudar??- disse em tom risonho enquanto perambulava ao redor do jogador com olhar pérfido.

Teve como resposta um balançar rápido e ingênuo de cabeça.

— Deixe Veneza.. Deixe-me sozinha. Volte pra Inglaterra,volte pra sua família. E de uma vez por todas esqueça que eu existo. - ordenou ela.

— Olha ,Tammy!Eu acho que você não está me entendendo. – afirmou ele enquanto segurava firme o braço da menina. — Por sua causa meu casamento esta se tornando um verdadeiro inferno. Por isso você vai voltar ,SIM!- esbravejou ele alterando a voz e apertando  o braço da jovem com brutalidade surreal.

Assustada e arrependida de tudo o que fizera a garota não conteve o medo e a tristeza , despindo a alma em lágrimas. Jogou-se  nos braços dele chorando como uma criança desamparada de forma tão comovente que o fez sentir-se como um troglodita incapaz de compreender alguém. Tremia e soluçava compulsivamente. Era incrível como a garota tão imponente e direta de minutos atrás  pode se diluir em alguém  tão sensível e de fragilidade tão espantosa.

— Desculpa!Eu não queria arruinar sua vida. Não queria arruinar a vida de ninguém. Mas, como sempre eu fui uma idiota ,precipitada e acabei ferrando todo mundo com isso. – desabafava ela inconformada com tudo — Se eu pudesse eu voltava e arranjava o jeito mais rápido de te devolver a paz. Mas, eu já não posso. Eu perdi tudo o que tinha e se eu voltar eu vou sofrer mais do que agora.

— Você pode até estar certa. Mas, se não voltar à gente não vai saber. - sussurrou ele.— E se você insistir em ficar aqui. Você vai se sentir culpada pelo resto dos seus dias. Porque você vai ter destruído meu casamento. Vai ter deixado você e seu marido infelizes. E nós sabemos, muito bem, que não é isso o que você quer. Então volta comigo pra Londres. – pediu ele.

Ela apenas deu um sorriso tristonho e baixou os olhos.

— Não faça assim. Se for difícil demais pra guardar sozinha me tentar te entender.

Ela desvencilhou-se silenciosamente daquele abraço reconfortante que acolhia sua dor e a impedia de desabar de vez. Sentia-se protegida como quando menina costumava sentir-se junto do pai. E apesar dos olhos ainda carregados de tristeza  pode se ver sobre seus lábios a esperanças fluir em forma de sorriso.

 Ficaram mais algumas horas no quarto ele sentado apenas a observando e ela diante da janela olhando as gôndolas flutuarem em meio a noite.

— Acho melhor eu ir! – disse ele rompendo o silêncio.

— Lampard!? – chamou Tammy ao ouvi-lo abrir a porta. — Você quer mesmo me entender? – indagou tendo uma afirmativa como resposta. Caminhou até uma escrivaninha e depois de dobrar algumas páginas de um pequeno diário escreveu algo rapidamente.— Pois,bem!Essa é sua chave para tal. –afirmou entregando o diário nas mãos dele.

Mal o reteve nas mãos e já esteve preste a abri-lo disposto a lê-lo.Porém antes que seus olhos pudessem percorrer sequer uma linha as mãos da jovem o interrompeu se sobrepondo sobre a capa e fechando o diário.

— Antes preciso que me prometa uma coisa. - disse ela o encarando — Prometa que irá ler apenas as páginas que eu deixei marcada.

Ele respondeu com um rápido “aham” ,o que a fez voltar a interrompê-lo.

— Lampsy!Prometa olhando pra mim. Eu preciso acreditar em você.

Não precisou que ele pronunciasse sequer uma palavra, bastou que ele mirasse seus olhos obscuros com aquele olhar meigo que despertava confiança que ela soube que deveria confiar.

Davam um abraço de despedida quando voltaram a se encarar e assim como ela fizera antes,ele pode ler a alma dela apenas pelo olhar distante. Ela pretendia partir novamente.

— E seu eu quiser te ver outra vez? – perguntou enquanto ela o observava partir.

— Você saberá onde me encontrar! – afirmou ela .

 

Escrito por Tammy Marinho às 16h14
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Capítulo 07

 

Mais uma vez estava lá na entrada do imenso salão de festas. Diferentemente das outras noites ela adentrou o salão sem máscara alguma. Pois, a que lhe cobria a alma escondendo a tristeza era suficiente.

Não costumava agir como uma boêmia e divertir-se girando e girando por todo anoitecer. Geralmente ficava a admirar os hábeis dançarinos do alto da escadaria.Com os olhos brilhando de encantamento e a alma chorando de tristeza. Ah!Se ao menos houvesse alguém ali. Uma alma solidária que fosse capaz de lhe despertar esperança. Capaz de lhe trazer de volta sua vida que definhava de tristeza.

— Tammy!? –lhe soou uma voz estranhamente familiar.

Olhou ao redor de imediato e não viu nada além de pessoas mascaradas ,provavelmente as que  sempre estiveram ali. As que ignoravam a sua existência durante todas as noites e que só a notaram hoje pela ausência de máscara.

— Pronto!Agora deu pra ouvir coisas!-  sussurrou a sim mesma passando as mãos pelo cabelo.

— Tammy você não deu pra ouvir coisas. Eu estou aqui! – afirmou um rapaz que caminhava em sua direção e não demorou a tirar a máscara que lhe encobria a face.

— Lampard!? – disse ela surpresa com a presença do meio-campista — Como me achou? – foi a única coisa que conseguiu dizer após o susto.

— Uma vez conhecido como eu sou. Não é difícil obter informação. – disse ele sorrindo— Ainda mais quando o que se busca é uma garota de cara limpa em meio á um baile veneziano.

— Bem talvez eu esteja cansada de me esconder . - disse ela se afastando.

 

Escrito por Tammy Marinho às 15h48
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07/10/2007


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Capítulo 06

Veneza -Itália

 

A tristeza em seus olhos era tão evidente quanto a chuva anunciada pelo anoitecer precoce e pelo céu anuviado. O erro brusco que cometera ao deixar toda a vida para trás era a cada instante mais evidente. Mas, a pilha de jornais sobre a cama retratando um possível reato de Cech com a ex , mostrava que não era tola ao crer que era tarde demais para se voltar atrás.

Talvez se não tivesse cometido a loucura de bater de frente com a imprensa inglesa as coisas fossem diferentes. Pudesse estar ao lado do marido. Ao lado dos amigos. Mas, graças a sua tolice e inconseqüência estava só. Sentia naquele fim de tarde que era apenas ela ,Deus e a velha Veneza. Não pretendia se estender mais naquela cidade. A grande verdade é que já devia ter partido faz tempo .Devia ter partido de volta pra casa. Mas, sentia como se já não tivesse um lugar pra chamar de casa. E era apenas por isso que estendia sua estada ali.

Era uma terra estranha sem sequer um rosto familiar. Mas, era o único lugar onde pode sentir-se em paz outra vez. Passava despercebida ao utilizar o nome de solteira. A grande verdade era que poucos a reconheciam ,e também não tinham  tempo pra isso. Já que poucas vezes era vista publicamente. Costumava assar maior parte do tempo trancafiada no hotel e às vezes para espairecer ia a algum baile de máscara. Gostava dos bailes a faziam sentir-se viva outra vez. E impediam que se sentisse tão perdida assim. Pois, em um baile de mascaras , ninguém tem passado, futuro ou presente. Tudo isso se esconde e só existe magia.

 

 

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Tristeza,
não é a casa vazia,
não são ruas desertas,
nem a falta de dinheiro,
nem mesmo o tempo nublado...
 
Tristeza,
é uma dor muito forte,
que dilacera o coração,
e coloca tudo em desarmonia.
 
Tristeza,
é a vontade de chorar,
as vezes sem motivo,
as vezes de saudade,
e tem saudade que nem tem nome,
tem saudade que dói,
mas não se sabe de onde vem...
 
Tristeza,
é o nó na garganta,
é a boca cheia de palavras,
e ninguém para ouvir.
É o retorno dos carinhos,
que não temos.
São as noites de solidão
a espera de alguém, que nunca vem.
É a triste certeza de amar solitariamente,
é sentir que em um encontro,
um só coração bate forte,
é a decepção de mais um amor perdido.
 
Tristeza,
é tudo aquilo que não conseguimos conter,
o que trasborda e faz ferida,
a distancia e a dúvida,
o desamor e a angústia,
a saudade e a carência
 
Tristeza,
sou eu a te amar assim,
o meu esperar sem fim,
a minha vida vazia.
 
Tristeza,
sou eu,
longe de você...
 
By:Vilma Galvão
 
 
[não resisti em postá-lo]
 
 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Tammy Marinho às 16h48
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